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“Não foi acidente, foi crime”: familiares cobram justiça por acidente na Via Verde

Foto: David Medeiros
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Três meses após o grave acidente na Via Verde, em Rio Branco, que matou três pessoas e deixou uma mulher ferida, familiares das vítimas e a única sobrevivente realizaram na manhã desta segunda-feira (21) um protesto em frente à Primeira Delegacia Regional da Polícia Civil. O grupo cobra celeridade nas investigações e responsabilização do motorista da caminhonete que invadiu a pista contrária no dia 17 de abril, causando o impacto fatal.

Durante a mobilização, a irmã de Carpegiane de Freitas Lopes, uma das vítimas fatais, desabafou sobre a dor da espera e a sensação de impunidade.

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“A resposta que nós tivemos foi que temos que aguardar. Já aguardamos três meses. Está muito lento. Enviaram pra São Paulo a perícia e a gente tem que aguardar. Enquanto isso, Talysson Duarte continua sua vida como se nada tivesse acontecido e nós sentindo a dor da perda. E nós não vamos nos calar, nós vamos continuar buscando a resposta até que ele venha a ser responsabilizado por tudo que ele fez”, afirmou Katiane de Freitas.

Foto: David Medeiros

O caso segue sob investigação pela equipe do delegado Kalesso Néspolli. Segundo os manifestantes, uma reunião foi realizada com o delegado nesta manhã, mas a principal resposta recebida foi a de que ainda é preciso aguardar a conclusão da perícia.

Quem também participou do protesto foi Rayane Xavier de Lima, a única sobrevivente da colisão. Ela reforçou o apelo por justiça e disse que a luta agora é coletiva.

“Eram quatro vítimas. Agora somos uma família só lutando por isso. Nós não vamos deixar que isso fique impune. Vamos lutar até onde a gente conseguir. Vamos perder as forças, vamos, mas nós vamos enfrentar isso. Ele tirou três vidas e me deixou lesionada. Ele tem que pagar por isso. Não pode viver a vida dele normal dirigindo aí novamente, podendo colocar a vida de outras pessoas em risco.”

Foto: David Medeiros

No dia do acidente, o motorista da caminhonete, Talysson Duarte, fez o teste do bafômetro, que deu negativo, apresentou a documentação necessária e foi liberado pela polícia por medida de segurança. Segundo testemunhas, ele teria invadido a contramão e atingido três motocicletas.

As vítimas trabalhavam juntas e retornavam de um serviço no Segundo Distrito da cidade. Mácio Pinheiro da Silva, de 45 anos, morreu no local. Carpegiane de Freitas Lopes e Fábio Farias de Lima chegaram a ser socorridos em estado grave, mas não resistiram. Rayane foi a única a sobreviver ao impacto.

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