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“Fogo amigo” no governo embola sucessão de Gladson

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A edição desta sexta-feira, 18, do Boa Conversa trouxe uma rodada quente sobre os bastidores da política acreana, com os jornalistas Marcos Venícios, Astério Moreira e Luís Carlos Moreira Jorge (Crica) destrinchando os movimentos mais recentes em torno das eleições de 2026 no Acre.

O programa começou com a repercussão do vídeo em que o governador Gladson Cameli (PP) aparece ao lado do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), e do senador Marcio Bittar (União Brasil). Gladson afirmou que ano que vem será o ano de lavar a roupa suja.

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“Gladson joga pra um lado pro outro, fala da Mailza,do Bocalom, mas não foi enfático em nenhum dos dois pra dizer ‘olha, essa aqui é a minha candidata ou minha candidata’. Conheço um pouco do Gladson. Nós não podemos esquecer que tem o processo do PTlomeu que tá concluso pra julgamento onde ele pode ser inocentado ou ser considerado. Tem muita água pra andar por cima e por baixo da ponte. Pelo que eu sei, a Mailza não abre mão, ela é candidata. Ela deve tá sentindo cheirinho de queimado”, afirmou Crica.

“Eu acho que se o Gladson decidir não ser candidato ao Senado, o jogo é diferente, que ele vai escolher quem ele quer. Eu volto a dizer que a Mailza tem que colocar a sua garra pra fora”, avaliou Marcos Venicios.

“O pessoal do governo disse que não se ver no governo do Bocalom assim como também do Alan, e segundo eles, o Bocalom foi incapaz de chamar as pessoas que lhe ajudaram a governar”, pontuou Crica.

“Eu conversei com uma pessoa próxima como filho do Bocalom e eu perguntei se ele era candidato, ele me respondeu que ele é candidato a governador. Eu vou pagar essa aposta porque eu disse que ele não iria e vou casar mais R$ 100 para ver se a história vai ser concluida”, afirmou Astério Moreira.

“Estão dando uma rasteira na Mailza e quem tá articulando tudo isso contra ela não é a oposição é o fogo amigo. São aqueles que tiveram no grupo que levaram o Bocalom ao poder, não to dizendo de assessores de Bocalom, mas de pessoas do próprio governo”, destacou Crica.

A formatação de chapas do PL e as andanças de Marcio Bittar foram assuntos abordados no Boa Conversa. “O Marcio Bittar sempre foi bom de forma chapa e ele tá trabalhando pro PL. A conversão dele à igreja evangélica, gerou muitos comentários. É uma questão que é difícil e ele está muito sujeito a crítica, é muito subjetivo; ‘ele tá sendo verdadeiro?”, afirmou Astério Moreira.

Outro tema foi a movimentação da vice-governadora Mailza Assis, que tem buscado apoio no MDB. O anúncio da disputa da ex-deputada Jéssica Sales ao Senado Federal.

“Eu perguntei ao Vagner como está sendo a questão do MDB e ele me disse que não tá fechado com ninguém e ele admitiu que a sigla aceita conversar com a Mailza. Eu falei com a Mailza e ela me respondeu que vai conversar com o MDB e não há nenhuma reação dentro do grupo ao MDB. A Jéssica me falou que é candidata ao Senado e disse que não é o pai quem vai definir. Sò quem tem chapa pra eleição de federal é a federação do PP/UB e o PL que vai formar uma chapa. O MDB, Podemos, PSDB e PSD não tem chapa para deputado federal, a federação da esquerda também não tem e a Perpétua tá correndo de um lado pra outro atrás de chapa porque ela sabe que no campo da esquerda não vai ter vaga”, salientou Crica.

A filiação da jornalista e ex-deputada Mara Rocha ao Republicanos durante ato nacional e confirmou sua pré-candidatura ao Senado. “Ela estava colada ao Alan e a maior jogada deles foi essa aproximação com o Alan. Além disso, o Alan pode ir ao Republicanos”, afirmou Astério Moreira.

O voto da deputada federal Socorro Neri (PP) a única da bancada acreana a votar contra o chamado PL da Devastação foi assunto no Boa Conversa. “A Socorro Neri é uma federal, mulher firme e não se deixa levar pelo extremo da esquerda ou da direita. Ela vota com convicção”, afirmou Crica.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) que afirmou, ao impor medidas restritivas a Jair Bolsonaro (PL) e autorizar as buscas desta sexta-feira (18), que o ex-presidente confessou uma tentativa de extorsão contra a Justiça brasileira ao condicionar o fim do tarifaço de Donald Trump à própria anistia.

“Esse movimento do Trump jogou uma boia pro Lula se salvar. A Quaest deu que 72% condenou e deram pro Lula uma sobrevida que ele tinha e deram pra um cara que tá no poder e que sabe mexer o doce”, afirmou Crica.

ASSISTA AO VÍDEO:

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