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Caso PCCR não seja apresentada, servidores da Saúde devem parar em agosto, diz deputado

Foto: Sérgio Vale
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O deputado estadual Adailton Cruz (PSB), em entrevista ao programa Boa Conversa – Edição Aleac, do ac24horas, confirmou nesta terça-feira, 08, a paralisação geral dos servidores da saúde para o dia 5 de agosto e voltou a cobrar o envio imediato do novo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) à Assembleia Legislativa.

Segundo ele, os sindicatos já deliberaram a greve e o movimento será deflagrado por tempo indeterminado caso o governo não envie o projeto até o dia 30 de julho.

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“Existe sim, já está deliberado. Os sindicatos da saúde vão parar dia 5 de agosto. A concentração, inclusive, vai ser aqui em frente à assembleia. E o objeto da paralisação geral da saúde, com indicativo definitivo de greve no dia 5 de agosto, é a conclusão do plano de carreiras, que ainda está parado na Sesacre, precisando corrigir a tabela dos especialistas assistenciais e precisando do estudo do impacto econômico do plano e o impacto previdenciário”, disse.

O parlamentar informou que os sindicatos consideram inaceitável o prazo de 30 de setembro prometido pelo governo para finalizar os ajustes técnicos e enviar o plano à Aleac. “Eles, inclusive, já assumiram o compromisso público de concluir esse plano para o dia 30 de setembro. Só que os sindicatos e os trabalhadores estão esperando isso há 25 anos e estão há dois anos em tratativa, tendo paciência, dando tempo, e não acharam bom essa proposta. Estão formalizando hoje um documento pedindo para que seja entregue até o dia 30 de julho”, pontuou.

Além da pauta do PCCR, Cruz também comentou sobre a falta de estrutura nas unidades de saúde, citando o caso do recém-nascido que sofreu queimaduras durante um banho em Cruzeiro do Sul. Ele criticou a precariedade da maternidade e cobrou responsabilidade da Sesacre.

“A responsabilidade não é só da profissional, mas também da Sesacre. Na maternidade não tinha termômetro de banho, não tinha termômetro de infravermelho para verificar a temperatura, não tinha aquecedor. As pessoas para dar banho no RN tinham que pegar a água do chuveiro, que não tem controle de temperatura. Não estou aqui eximindo a profissional, mas também a gestão tem que providenciar estrutura’, ressaltou.

Durante a entrevista, o deputado também anunciou uma emenda de sua autoria à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que inclui um adicional de saúde para servidores aposentados. “Você, ao se aposentar, fica lá esquecido e acabou. E hoje, principalmente na área de saúde, os servidores têm muitos problemas de saúde e com salário pífio. Nós apresentamos uma emenda ao artigo 3º do Projeto de Lei da LDO, inserindo o incentivo em saúde para os servidores inativos. Eu espero que seja aprovado, porque se for, vai ser uma diretriz do governo criando o adicional de saúde para os aposentados”, salientou.

“Eu acredito que, como é uma diretriz, eu acredito que o clima de ser aprovado é bem favorável. Nós vamos ter um embate maior mesmo é na LOA, porque aí é lá onde a gente vai ver a previsão de orçamento. Mas agora é criar o caminho, e vamos depois ver a questão do recurso. Acredito que a gente consegue aprovar sim”, finalizou.

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