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Mudança de postura de Mailza ao estilo “Odete Roitman” agrada jornalistas do ac24horas

Foto: Whisley Ramalho
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O programa Boa Conversa desta sexta-feira, 4, mergulhou nas turbulentas águas da política acreana, trazendo uma sequência de pautas quentes que evidenciam planos distintos na base do governo e da Prefeitura, os planos para 2026 e a movimentação das principais lideranças locais. O episódio contou com os comentários de Marcos Venícios, Astério Moreira e Luís Carlos Moreira Jorge, o Crica.

Entre os destaques, a chamada “saga do desgaste de Márcio Pereira” ganhou os holofotes. A saída relâmpago do ex-secretário de Articulação Política da Prefeitura de Rio Branco foi tratada como um capítulo anunciado.

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“Se ele fosse e quisesse voltar, não voltaria nunca. O Rennan contou que estava tudo certo com o Márcio, só que nesse meio tempo voltou tudo ao zero. O Donadoni deve ter falado pra ele ir, mas que ele não voltaria. O Calixto e a Mailza pediram pro Márcio não ir”, afirmou Crica.

Foto: Whisley Ramalho

“O Márcio é adjunto do Calixto, na Segov. Ora, o prefeito Bocalom deveria ter formulado uma conversa com o Gladson dizendo que estava precisando dele. Ele (Bocalom) não poderia nem ter ido lá conversar com o Márcio Pereira sem conversar com o Gladson. Se o Márcio foi convidado sem a participação do governo, ele deveria ter dito ao Bocalom que estava com o Gladson, mas que não poderia assumir essa área da articulação”, completou Astério Moreira.

Enquanto isso, o governador Gladson Cameli exaltou publicamente a lealdade da vice-governadora Mailza Assis. Em um vídeo exibido nas redes sociais, ele foi direto: “Vão perder feio.” “O Gladson entrou de cabeça na campanha dela”, comentou Crica.

“Depois desse episódio, o Gladson disse que o desencontro entre a Mailza e o Bocalom, ele falou: ‘O Bocalom não é adversário, é aliado. Vamos tomar café, vamos conversar’. Isso é política, isso é o Gladson. O Gladson é Mailza. Eu não acredito que o Bocalom vá sem apoio político do Gladson, e a prioridade do PL é o Marcio Bittar. Se a candidatura do Bocalom causar prejuízo eleitoral para a reeleição do Bittar, que foi quem o trouxe pro PL, ele não será candidato”, avaliou Astério.

A vice-governadora Mailza, que deve disputar o governo em 2026, também movimentou o xadrez político ao convidar o secretário da Casa Civil, Jonathan Donadoni, para continuar na pasta em uma eventual gestão sua.

Foto: Whisley Ramalho

“Com esse convite, ela tirou o MDB da jogada, porque foi o Donadoni quem comandou o massacre financeiro contra a candidatura da Jéssica Sales. O Vagner Sales jamais vai aceitar estar num palanque onde o Donadoni esteja”, disse Crica.

“As pessoas confundem a humildade da Mailza com covardia. Não confundam. Ela é uma pessoa simples, de fala mansa, mas é ousada e é por isso que ela está onde está”, pontuou Astério Moreira.

Os planos de Mailza e Bocalom para 2026 foram apontados como um ponto sensível. Astério “colocou os pingos nos i’s”: o prefeito de Rio Branco tem feito movimentos autônomos e, ao mesmo tempo, vem sendo cobrado por aliados, como o senador Alan Rick, que o acusou de “morosidade” quanto a projetos de saneamento. Bocalom respondeu dizendo que não aceita “politicagem”.

“O Bocalom só está brecando esse projeto do Alan porque diz que o Alan não entrou na campanha dele. Eu vejo isso como revanche. Ele não quer encher a bola do Alan”, analisou Crica.

“A Mailza pediu apoio do Bocalom, que respondeu que não pode declarar apoio agora porque, se mais à frente ele for candidato, tudo muda. Foi bom no sentido de que ela já não conta com o Bocalom agora, e vai procurar outro. E aquele recado dela foi pro PP e pro Bocalom. Ela me disse isso”, revelou Crica.

No campo das eleições majoritárias, Crica reforçou a importância de uma disputa em 2026 entre os campos da direita e da esquerda: “O Jorge disse que vai ter candidatura própria da esquerda ao governo, não necessariamente do PT. Se eles não acharem alguém fora do PT, vai ser o André Kamai”, pontuou Crica.

No plano nacional, o Acre entrou no radar do ministro Flávio Dino, que comentou as emendas impositivas da Aleac durante um debate em Brasília.

“Os deputados estaduais da Aleac estão copiando o que a Câmara está fazendo e as emendas proporcionalmente são do mesmo tamanho do Estado de SP e isso tá entrando em choque com a LRF. Os questionamentos estão sendo feitos pelos ministérios públicos ao Dino”, pontuou Astério Moreira.

Foto: Whisley Ramalho

Já Michelle Bolsonaro confirmou presença em evento do PL Mulher no Acre, no dia 12 de julho, prometendo reforçar a pré-campanha de aliados bolsonaristas no estado.”Dia 23 de agosto o Márcio se filia no PL e ele aposta no eleitor bolsonarista, nas emendas e nessa afinidade com Gladson e Bocalom”, destacou Astério Moreira.

Por fim, os comentaristas abordam o Jorge Viana voltado à cena defendendo a regulação das redes sociais e um maior equilíbrio entre os poderes e os episódios envolvendo a disputa pelo comando do PT. “Estamos vendo muitas costuras dos candidatos ao Senado e eu acho que o Jorge Viana tá perdendo tempo”, afirmou Astério Moreira.

“Ele prometeu que a partir de maio e ele continua vindo ao Acre para não fazer política e vamos ver se a partir de 6 de julho ele comece a fazer política”, afirmou Crica.

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