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OCB e ABDI visitam a Coopercafé e inauguram Indústria do Café no Acre

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Cerca de 40 dirigentes e cooperados de diversas regiões do Acre participam, nesta semana, de uma visita técnica e intercâmbio promovidos pelo Sistema OCB/Sescoop em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), no município de Mâncio Lima, no Vale do Juruá. A iniciativa tem como objetivo apresentar a experiência de gestão da Coopercafé — Cooperativa de Produtores de Café do Vale do Juruá — e celebrar a inauguração do Complexo Industrial do Café, que ocorre neste sábado, 28.

Coopercafé: exemplo de gestão e impacto econômico

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Fundada em 2021, a Coopercafé conta atualmente com 172 cooperados e mais de 5 milhões de pés de café plantados em uma área de 1.500 hectares. Este ano já foram beneficiadas na nova indústria 7 mil sacas de café de pequenos produtores, com expectativa de movimentar mais de R$ 30 milhões na economia local no próximo ano.

Durante o intercâmbio, o analista de Produtividade e Inovação da ABDI, Eduardo Augusto Rodrigues Tosta, apresentou o projeto do Complexo Industrial aos visitantes e destacou seu potencial transformador:

“Este é um momento oportuno para que os envolvidos com o cooperativismo vejam, na prática, a parceria entre o poder público e a sociedade organizada. Essa união tem o potencial de transformar a realidade do pequeno produtor, desenvolver cadeias produtivas e empoderar a agricultura familiar. O que vemos aqui é uma experiência concreta e transformadora”, afirmou Tosta.

Reconhecimento e compromisso com o cooperativismo

O presidente da Coopercafé e diretor do Ramo Agropecuário da OCB/AC, Jonas Lima, agradeceu o apoio recebido ao longo dos últimos anos e destacou a importância do momento para o cooperativismo acreano:

“Este é um momento histórico não apenas para a Coopercafé, mas para todo o cooperativismo do Acre. O investimento feito para trazer lideranças de todas as regiões demonstra o quanto o cooperativismo pode prosperar com trabalho e dedicação. Agradeço ao Sistema OCB, em nome do presidente Valdemiro Rocha, por todo o apoio desde a fundação da cooperativa. Foram muitos cursos, capacitações e suporte técnico ao longo do tempo. Essa conquista é coletiva”, declarou.

Jonas também reafirmou seu compromisso institucional:

“Fico honrado com a indicação ao cargo de diretor do Ramo Agropecuário da OCB. Reitero meu compromisso de atuar para o desenvolvimento de todas as cooperativas do Acre.”

Sistema OCB/AC reforça apoio à cultura do café

Já o superintendente do Sistema OCB no Acre, Rodrigo Forneck, destacou a importância da vivência prática proporcionada pelo intercâmbio:

“A OCB e o Sescoop vêm investindo cada vez mais em conhecimento. Essa visita técnica, esse intercâmbio entre cooperativas que já atuam com a cultura do café, é enriquecedor. Os participantes já tinham contato com palestras, seminários e incentivo teórico, mas aqui tiveram a vivência prática. Saíram empolgados ao perceber que o café é uma alternativa econômica viável, tanto para pequenos quanto para médios produtores, que representam a realidade das nossas cooperativas.”

Inspiração para outras regiões

Dirigentes de cooperativas de outras regiões do Acre avaliaram a visita como um marco de aprendizado e motivação. Para Eliésio Batista da Silva, presidente da CooperPetrolina, de Senador Guiomard:

“Foi de grande importância presenciar os resultados concretos da união e da força do cooperativismo. Saímos motivados a investir mais na cultura do café em nossa região.”

Fátima Maciel, diretora da OCB/AC para Agricultura Familiar, presidente da Unicafes e representante da cooperativa Acre Verde, reforçou o impacto do intercâmbio:

“Este evento confirma que só avançamos com união. Precisamos estar juntos, organizados em cooperativas, para fortalecer a agricultura familiar e garantir dignidade ao produtor rural.”

Ela também destacou o café como alternativa viável:

“Conhecemos o processo produtivo e constatamos que essa é uma alternativa real. Diferente de outras épocas, hoje há apoio técnico, incentivo e estrutura. Essa experiência é a prova de que é possível.”

Fátima ainda fez questão de homenagear o presidente da Coopercafé:

“Parabenizo Jonas Lima pela coragem e dedicação. O sucesso da Coopercafé é fruto da união de muitos. A palavra hoje é gratidão.”

Transformação e otimismo no campo

O cooperado Raimundo Cruz, da Coopbonal, expressou entusiasmo após a visita:

“Voltamos motivados a plantar café. Foram 18 horas de viagem, mas valeu cada minuto. Agradeço ao Sistema OCB, à ABDI e à Coopercafé por essa oportunidade.”

A produtora rural Nilva da Cunha de Lima, presidente da Coopasfe (Santa Fé), de Capixaba, também ficou impressionada com a transformação vivida pelos produtores do Juruá:

“É emocionante ver a mudança de vida proporcionada pelo café. Voltamos com a certeza de que esse modelo pode ser replicado em outras regiões, desde que haja apoio e investimento.”

Nilva, que também é diretora da Rede Cooperacre, acrescentou que já há projetos em andamento para expandir a cultura do café em outras áreas do estado.

Café como vetor de desenvolvimento regional

Ezequiel Oliveira, diretor-presidente da Coopel e representante do Ramo Agro na OCB/AC, fez uma avaliação positiva da experiência:

“A grandiosidade do projeto da Coopercafé é inspiradora. Conhecer os plantios e o Complexo Industrial foi motivador. O café está transformando a economia do Juruá, e acredito que essa cultura tem enorme potencial também no Alto e Baixo Acre.”

Texto: Andréia Oliveira

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