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Primeiro longa de cineasta acreano, “Rio Torto” inicia filmagens na próxima semana

Fonte: Assessoria
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Com início das filmagens marcado para a próxima semana, o longa-metragem “Rio Torto”, primeiro da carreira do cineasta acreano Ney Ricardo, entra em fase decisiva de produção.

A obra, realizada inteiramente no Acre, mergulha em uma narrativa intensa sobre medo, trauma e superação, tendo como cenário — e também como personagem simbólico — o próprio Rio Acre.

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Tereza, jovem de 22 anos, é a protagonista da trama. Carregando feridas profundas da infância e a culpa pela morte da mãe, ela se vê presa em um relacionamento abusivo com Carlos, 36 anos, homem controlador e violento.

Movida pelo desejo de liberdade e pela necessidade de sobrevivência, Tereza decide fugir. Sua rota de fuga se dá justamente pelo rio — que, ao longo da narrativa, assume papel central, não apenas como paisagem, mas como elo simbólico entre vida, dor e transformação.

Fonte: Assessoria

Durante a jornada, Tereza conhece Pedro, um catraieiro de 60 anos que, com sua sabedoria simples e conexão ancestral com o rio, torna-se um companheiro essencial em sua travessia física e emocional. A relação entre os dois constrói uma delicada e profunda amizade. Pedro também enfrenta seus próprios dilemas ao reencontrar um amigo à beira da morte em uma comunidade na floresta.

Carlos, por sua vez, segue na espreita, à margem da estrada ribeirinha. O primeiro embate entre perseguidor e perseguida ocorre em uma prainha. Ao perceberem que estão sendo seguidos, Tereza e Pedro abandonam o barco e adentram a floresta, encontrando abrigo em uma comunidade daimista. É ali que se inicia o processo de cura da protagonista, com experiências com a ayahuasca, que a conduzem a momentos profundos de reflexão sobre a vida, a finitude e a libertação dos traumas do passado.

A narrativa de “Rio Torto” se ancora em três grandes eixos: o fluxo da vida mediado pelo entendimento do rio; a morte e suas reverberações simbólicas na comunidade; e a perenidade da alma, revelada nos rituais e visões proporcionados pela ayahuasca. O filme propõe uma experiência sensível e densa, onde a natureza amazônica molda o tempo e os sentimentos.

Com um elenco diversificado — reunindo nomes locais e de outros estados — e uma equipe técnica igualmente mista, a produção representa um diálogo constante com as identidades culturais do Acre. Ney Ricardo, que já dirigiu e roteirizou diversos curtas-metragens com forte viés social e olhar voltado para questões amazônicas, estreia nos longas apostando em uma obra que une denúncia, introspecção e beleza natural.

Fonte: Assessoria

As filmagens estão previstas para começar na primeira semana de julho, com locações ao longo do Rio Acre e em comunidades na floresta. A proposta é revelar ao público uma história potente, que dialoga com temas universais a partir de um cenário regional profundamente simbólico.

O projeto é financiado pela Lei Paulo Gustavo, do Governo Federal, e foi contemplado por meio de edital realizado pelo Governo do Estado do Acre, por intermédio da Fundação de Cultura Elias Mansour.

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