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Um drink no inferno

Comprei uma cachaça Pitu dessas que vem na latinha, em uma loja de conveniências do posto de combustíveis, em frente à Praia do Meio, em Natal, Rio Grande do Norte. Atravessei a rua e fui pra barraca do Bigode, pedi um coco, abri a lata de pinga, dei uma golada…

Pense num diabo ruim da gota serena! Água de esgoto misturada com cerveja Glacial choca e Qboa.

Deus me defenda!

Ia derramar no mar, mas meu eu ecologista gritou, de dentro de mim: “Tá maluco, diabo doido! Quer causar a extinção em massa do oceano Atlântico?”.

Aí voltei pro apartamento onde estava hospedado e joguei aquilo no vaso. “Deve servir pra limpar o encanamento do condomínio”, pensei.

A lata, eu lavei e escaldei antes de jogar no lixo de reciclagem.

“O segredo é mantê-la natural, se colocar pra gelar vira 61 da palha alta!”, disse o amigo Edson Amorim.

Acharia até melhor do que aquela água benta por Lúcifer.

“O carai que vira!”, retruquei.

Se colocar esta desgraça na geladeira azeda até o que estiver dentro das “tapaué”, gora a dúzia de ovos e esverdeia as carnes congeladas.

Tá amarrado! Deus me livre e guarde!

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