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Tadalafila e Viagra podem levar ao infarto em homens com predisposição à doença cardíaca

Foto: Thay Lima/Médico 24 Horas
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O apresentador e médico Fabrício Lemos recebeu no programa Médico 24 Horas, transmitido pelas redes sociais do ac24horas e no site ac24horas.com, nesta segunda-feira (16), o cardiologista Dr. Mardelson Nery. A conversa abordou a saúde cardiovascular, os desafios da cardiologia no Acre e respondeu a perguntas dos internautas, com destaque para o uso da tadalafila e seus potenciais riscos ao coração.

Mardelson Nery abordou o infarto agudo do miocárdio, principal causa de morte no Brasil e no mundo, causado majoritariamente por placas de gordura nas artérias coronárias. Segundo ele, fatores de risco como hipertensão, diabetes, tabagismo (incluindo vape e narguilé), colesterol alto, sedentarismo, estresse crônico e insônia foram destacados como agravantes. Nery alertou para o aumento de 180% nos casos de infarto em jovens nos últimos 20 anos, muitas vezes ligado ao uso de anabolizantes, que elevam pressão arterial, colesterol LDL e causam lesão endotelial. Ele recomendou avaliações cardiológicas regulares, como eletrocardiogramas, que podem reduzir até 90% dos riscos de morte súbita, especialmente em quem pratica esportes intensos ou tem histórico familiar de infarto precoce.

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Já em resposta a um internauta sobre o uso da tadalafila, medicamento para disfunção erétil, conhecido como Cialis, que relatou tontura após o uso, o cardiologista explicou que o medicamento, um inibidor da fosfodiesterase tipo 5, atua como vasodilatador e tem um perfil mais cardioprotetor que o sildenafil (Viagra), mas não é isenta de riscos. “Se esse paciente tem a doença isquêmica do coração, que nós já falamos muitas vezes aqui, que está relacionada à plaquinha de gordura, se esse paciente toma inibidores da fosso diesterase, como Viagra e Cialis, ele corre o risco de ter um infarto durante o ato sexual”, alertou. Ele destacou que o uso recreativo, comum entre jovens e até técnicos, como mencionado por Lemos, é preocupante, especialmente quando motivado por questões emocionais, não orgânicas. Nery recomendou consulta médica prévia para avaliar a saúde do paciente, seus fatores de risco e a real necessidade do medicamento, alertando contra a automedicação.

Assista à entrevista completa:

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