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Tchê quer Expoacre voltada aos negócios e defende discussão sobre novo espaço

Foto: Reprodução
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Durante entrevista ao programa Boa Conversa – Edição Aleac, o secretário de Estado de Agricultura, Luís Tchê, detalhou os preparativos para a 50ª edição da Expoacre e anunciou novidades que devem mudar o perfil do evento. Além de enfatizar a importância da solenidade que homenageará pessoas que contribuíram com a história da feira, o secretário ressaltou que a pasta pretende ampliar o foco nos negócios e na inovação tecnológica.

“Quando assumimos a Secretaria da Agricultura, resolvemos fazer um pouco diferente da feira. Culturalmente, são 50 anos de festa, de shows, e, enfim, a população espera isso. E nós, quando assumimos, tentamos trazer não só a diversão, mas pensar também em negócios”, explicou Luís Tchê.

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Segundo o secretário, uma das grandes novidades será a realização de palestras técnicas durante o dia, com temas voltados à agropecuária, grãos, hortaliças e outras culturas. “Nós vamos ter lá palestras sobre a pecuária, palestras sobre os grãos, palestras sobre a hortaliça, palestras com palestrantes de fora do Estado, numa parceria da Secretaria da Agricultura, Sebrae, Governo do Estado, para a gente poder mudar um pouco essa condição da feira”, ressaltou.

Luís Tchê defende que a Expoacre se aproxime de modelos bem-sucedidos, como o de Ji-Paraná, em Rondônia. “Todo mundo fala em Ji-Paraná, e a gente pode copiar o que está dando certo. Nós copiamos um concurso do café, o QualiCafé, lá de Rondônia. Então, o que está dando certo, a gente vai copiando”, pontuou.

O secretário também destacou o fortalecimento da vitrine tecnológica e das culturas permanentes no Acre, como o café e o cacau, apontando que essas culturas exigem planejamento a longo prazo. “Hoje no Estado é uma realidade, como o café, o cacau que está chegando, e essas culturas precisam ser plantadas com muita antecedência. Então, você vai em Ji-Paraná, você vê lá o cacaueiro com o cacau no pé, e isso leva dois, três, quatro anos”, explicou.

Durante a entrevista, Tchê revelou que o governo estuda a criação de um novo parque para a Expoacre. “Qualquer um que for para o parque, olhar no parque ali, vê que o parque já é pequeno pelo tamanho da festa que nós queremos. Logicamente que é um anseio do governador. Eu tenho certeza absoluta que ele vem pensando nisso, vem discutindo com o Planejamento. Tem que ser uma área de 90, 100 hectares”, observou.

O secretário afirmou que o debate sobre um novo espaço vem sendo amadurecido desde o ano passado, embora nenhuma decisão tenha sido formalizada. “Não está batido o martelo, mas é uma discussão que vem sendo feita no governo”, destacou.

Tchê também comentou sobre o atraso na liberação do atual parque de exposições, que pertence à União e requer autorização especial para uso. “Infelizmente, houve a alagação, tivemos o problema da enchente, depois teve um problema com um show. Mas, graças a Deus, a gente conversou com o Tiago, e já nos entregou o parque para a gente poder fazer as modificações. Lógico que o tempo diminuiu, então o trabalho vai ser maior, à noite adentro, para a gente poder entregar para a nossa população o melhor Expoacre de todos os tempos”, ressaltou.

Uma das propostas mais ousadas reveladas pelo secretário é a realização de uma nova feira, focada exclusivamente em agricultura familiar e negócios. “A gente vem discutindo com o Sebrae para pensar numa feira da agricultura familiar, uma feira de negócios. Começar às 8 horas da manhã, terminando às 18 horas, sem bebida, sem nada. Pode começar com 3 dias, 4 dias. Não tem nada a ver com a Expoacre, é um outro passo que a gente pode dar”, salientou.

Segundo ele, o modelo da Expoacre continuará com seu apelo cultural e popular, mas novos espaços serão criados para um público mais técnico. “A Expoacre é cultural, não tem jeito. É bacana, lota. O rodeio, só para você ter noção, em público, é o segundo maior rodeio do Brasil. Só perde para Barretos”, revelou.

Por fim, o secretário reforçou a importância de modernizar o evento e garantir resultados concretos. “Fazer um negócio diferente, como é feito, e quem ganha com isso é a nossa população, com certeza”, finalizou.

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