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Feirão do Imposto cobra retorno de tributos à população do Acre

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Com o tema “Menos siglas, mais impostos? No final, a conta é sua”, o Feirão do Imposto foi realizado neste sábado, 31 de maio, no Via Verde Shopping, em Rio Branco, das 10h às 22h. O evento, de alcance nacional, é promovido pela Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje) e aconteceu simultaneamente em várias cidades do país.

Na capital acreana, a organização ficou por conta do Conselho de Jovens Empresários (Conjove), do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC) e da Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola do Acre (Acisa), com o apoio de empresas locais.

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O objetivo principal da ação é conscientizar a população sobre a elevada carga tributária brasileira e os seus reflexos no dia a dia do consumidor. Durante o evento, foram apresentadas ações educativas, distribuição de materiais informativos e demonstrações práticas de quanto os impostos pesam no valor final de produtos e serviços.

Foto: Jardy Lopes

A presidente da Acisa, Patrícia Dossa, destacou a necessidade de ampliar o conhecimento da população sobre a carga tributária. “O Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do mundo, com 92 tributos entre impostos, taxas e contribuições. A população precisa entender o quanto paga e como isso deve se refletir em benefícios reais”, afirmou.

Um dos destaques foi a exposição de uma motocicleta importada, usada como exemplo prático do impacto da tributação. A ideia, segundo Patrícia, é mostrar o quanto o cidadão pode e deve cobrar do poder público pela correta aplicação dos recursos arrecadados.

A presidente da Acisa também demonstrou preocupação com a reforma tributária aprovada no Congresso Nacional. “Ela não reduz a carga tributária, apenas simplifica as siglas. Continuaremos pagando os mesmos impostos, só que com menos nomes”, criticou.

O deputado estadual Emerson Jarude (Novo) também participou do evento e reforçou a importância do Feirão do Imposto como ferramenta de conscientização. “O brasileiro trabalha, em média, cinco meses e meio apenas para pagar tributos. É urgente refletirmos sobre o retorno disso à população”, disse.

Foto: Jardy Lopes

Jarude também criticou a má gestão dos recursos públicos e defendeu a redução da carga tributária, principalmente para os mais vulneráveis. “Quando compramos arroz, feijão ou açúcar, pagamos em média mais de 19% apenas de impostos”, afirmou.

Durante o Feirão do Imposto, foram apresentados ao público diversos exemplos do impacto da carga tributária no valor final de produtos de uso cotidiano. Alimentos básicos, como arroz (17,51%), feijão (20,15%), açúcar (29,47%), óleo (29,95%), farinha (22,99%) e frango (31,22%) demonstram que até itens essenciais estão fortemente tributados. Produtos de eletrodomésticos e eletrônicos também exibem altas cargas, como micro-ondas (65,71%), perfume nacional (66,18%), ar-condicionado (51,70%) e cremes de beleza (52,69%). Outros itens como TV de 50 polegadas (41,99%), geladeira (42,95%), máquina de lavar roupa e fogão (ambos com 37,05%), além de produtos de higiene pessoal como shampoo (39,72%), desodorante (43,36%) e pasta de dentes (31,22%),

Foto: Assessoria

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