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“Rolo compressor do governo mira adversários, resta saber quem vai dirigi-lo”

Foto: Whidy Melo
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A edição desta sexta-feira, 23, do Boa Conversa foi marcada por uma análise ampla dos bastidores políticos do Acre, passando por embates locais, articulações eleitorais e polêmicas nacionais. Entre os temas em destaque, a ausência de Jorge Viana, os reflexos da participação do Acre no GCF Task Force, disputas internas e cobranças por valorização dos servidores. Os comentários são de Luis Carlos Moreira Jorge, o Crica e Astério Moreira, com o jornalista Marcos Venicios apresentando.

Uma das pautas que provocou mais reações nos últimos dias foi a mudança do Centro POP na região central da cidade para o Castelo Pop. A alteração de localidade gerou protestos entre os moradores do bairro, que vem realizando protestos desde o início da semana. “Eu discordo das ideias do João Marcos Luz, mas nesse ponto da transferência eu acho que foi correto. Ali o Centro Pop no centro era um local para distribuir marmitex”, afirmou Crica.

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“É uma situação muito complexa, mas ele está tentando fazer alguma coisa. Numa conversa com o Kamai, ele falou que Rio Branco já deveria ter quatro espaços na cidade”, afirmou Astério Moreira.

O governador Gladson Cameli se destacou ao sediar o Segmento de Alto Nível da Força-Tarefa dos Governadores pelo Clima e Florestas (GCF Task Force). O evento ocorreu na Universidade Federal do Acre (Ufac) e reuniu autoridades nacionais e internacionais. Apesar do tom diplomático da cerimônia, o ato foi brevemente interrompido por manifestantes ligados ao Comitê Chico Mendes e movimentos juvenis de esquerda.

“Manifestar é um direito, mas invadir o espaço reservado às autoridades não contribui para o diálogo”, avaliou Crica.

A ausência do ex-senador Jorge Viana no debate público acreano virou pauta. Crica foi direto: “A última vez que soube dele, estava no Vietnã. Chinês não vota, japonês não volta. Jorge pensa que ainda é aquele menino da floresta, mas já é um senhor. Ele precisa voltar pro jogo político. Se sair essa CPI do INSS, aí é que complica”, pontuou Crica.

Astério Moreira também comentou: “Jorge deu uma recuada. Antes batia muito no Gladson. Acho que o Jorge paz e amor tá voltando. O Lula não tá bem, e isso atinge ele”, salientou.

Os comentários abordaram a situação envolvendo a candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao Palácio Rio Branco. “O que tem de gente torcendo pra que ela não decole para jogar o Bocalom na parada, passa na contagem dos dedos. Isso é uma bobagem, mal ou bem, ela vai levar ser a candidata e vai tá na cadeira a partir de abril. Ainda vejo ela muito acanhada nas entrevistas, o Nicolau antes não falava, agora balbucia. A divulgação dela é somente oficial”, destacou Crica.

“A gente vê ela visitando, andando o estado e não é a figura do ano passado, ela começou um trabalho nesse ano com aquele evento correndo com a Mailza, ela tá se articulando”, afirmou Astério Moreira.

Astério apontou para uma disputa silenciosa: Mailza Assis e Alan Rick estariam buscando apoio de prefeitos para 2026. O movimento, segundo ele, mostra que o cenário está longe de ser definido. “O Gladson não quer conversar com o Alan. Conversei com o Márcio, e ele tinha dito pro Gladson conversar com Alan, mas o Gladson descartou”, afirmou Crica.

Sobre o simbolismo da segunda edição da caravana BR-364, os comentaristas abordam os problemas da rodovia. “Outras pautas deveriam ser agregadas a caravana envolvendo a bancada da Câmara, do Senado. Uma das pautas que podem ser agregadas é ter o agro do alto Acre lá no Juruá. O certo é fazer uma discussão maior”, pontuou Astério Moreira.

Ao final, os comentaristas abordam a fala do senador Márcio Bittar que não poupou críticas a lideranças da esquerda brasileira, mas elogiou o ex-presidente uruguaio José Mujica: “Entrou e saiu de mãos limpas. Um exemplo raro.”

“Esse pessoal não aceita. Qual é o crime que o Marcio Bittar ao contar a história do Mujica, o Marcio é bolsonarista e de direita, ele é da cozinha do bolsonaro, mas não fez campanha pelo golpe”, afirmou Astério Moreira.

“O Mujica sempre foi aquela figura pobre, o Bittar fez um comentário perfeito, mas aquela turma que acho que a terra é plena e quando o Marcio fez esse comentário, ficaram com raiva, o Mujica foi importante, nota 10 do Bittar”, afirmou Crica.

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