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Reunião do GCF faz articulação entre governos e povos tradicionais

Foto: Jardy Lopes
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A 15ª Reunião Anual da Força-Tarefa dos Governadores pelo Clima e Florestas (GCF) chega ao seu último dia nesta sexta-feira, 23. Iniciado na segunda-feira, 19, o evento reúne autoridades nacionais e internacionais em Rio Branco para discutir estratégias de enfrentamento à crise climática e impulsionar a chamada nova economia florestal.

Na abertura da sessão de alto nível, o governador Gladson Cameli voltou a falar sobre o papel de liderança do Acre na agenda ambiental global. “É um grito de alerta para aqueles que precisam compreender a necessidade de investimentos em projetos que contribuam para o desenvolvimento sustentável”, afirmou Cameli, lembrando iniciativas pioneiras como o Sistema de Incentivos Ambientais (Sisa) e o Programa REM, que desde 2012 canaliza recursos para comunidades indígenas, ribeirinhas e pequenos produtores.

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Foto: Jardy Lopes

O governador também enfatizou a necessidade de que políticas públicas ambientais estejam conectadas à geração de renda e segurança econômica das famílias que vivem na floresta. “Não é possível termos uma política pública eficiente enquanto as nossas famílias não tiverem uma fonte garantida de recursos para criar seus filhos”, pontuou.

A secretária de Povos Indígenas do Estado, Francisca Arara, reforçou o protagonismo dos povos tradicionais na conservação das florestas. “Se hoje existem florestas tropicais no mundo, é graças ao trabalho dos povos indígenas e das populações tradicionais”, afirmou. Para ela, a participação dessas comunidades precisa ir além da consulta: deve estar institucionalizada.

Foto: Jardy Lopes

“Tem que ter recurso e tem que ter estrutura institucional. Não adianta ser só vontade política. Precisa de políticas que permaneçam, que entrem e saiam governos e continuem, porque o compromisso é com as futuras gerações”, defendeu.

A secretária também destacou que o encontro buscou “amarrar” compromissos concretos. “Não se trata mais de prevenir as mudanças climáticas; elas já chegaram. Agora, é adaptação e enfrentamento”, resumiu, ao comentar os efeitos sentidos na região, como secas extremas, enchentes e perda de biodiversidade.

Durante a abertura, William Boyd, líder do projeto, enfatizou o papel dos estados e províncias reunidas na agenda climática global. “Este encontro reforça o papel essencial que os governos subnacionais desempenham no combate às mudanças climáticas e na promoção de uma economia florestal sustentável. O comprometimento demonstrado aqui, pelo Acre, é inspirador e mostra que é possível alinhar conservação, desenvolvimento econômico e justiça social”, disse.

Foto: Jardy Lopes

O tema da “nova economia florestal” foi um dos eixos centrais da reunião, que mobilizou representantes de diversos países, como Equador e Colômbia. A proposta é conectar governos, povos e oportunidades para consolidar uma bioeconomia sustentável, com base no uso racional e responsável dos recursos naturais.

O evento resulta na elaboração de documentos e cartas de compromisso, que devem ser entregues como referência para a COP30, marcada para novembro deste ano em Belém (PA). A expectativa é que os compromissos firmados sirvam para mobilizar recursos e consolidar políticas públicas de enfrentamento à crise climática.

Foto: Jardy Lopes

“O resultado maior que esperamos é que esse esforço impacte positivamente a vida das populações que vivem nas florestas”, concluiu o governador Gladson Cameli.

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