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“Membros do CRM formados na Bolívia querem barrar colegas”, diz Tio Pablo

Foto: Sérgio Vale
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Em pronunciamento nesta terça-feira (21),o deputado estadual Tio Pablo (PSD) criticou duramente o Conselho Regional de Medicina (CRM) por, segundo ele, ter descumprido um acordo relacionado ao Projeto de Lei nº 40/2025, que trata da concessão de internato médico a estudantes acreanos formados na Bolívia.

De acordo com o parlamentar, a proposta vinha sendo construída em conjunto com o Conselho Regional de Medicina (CRM), por meio de diálogo com o Legislativo, visando assegurar que o Estado oferecesse as condições necessárias para que os estudantes pudessem concluir sua formação médica dentro dos parâmetros exigidos. No entanto, o deputado afirmou ter sido surpreendido por uma recomendação do CRM, que, segundo ele, não condiz com o que havia sido acordado previamente em reunião com o Conselho dias antes.

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“Houve uma quebra de confiança. Durante o encontro, perguntei com clareza: se o Estado cumprir todas as exigências feitas, o internato será reconhecido pelo CRM? A resposta foi não. Isso me leva a questionar se o CRM pretende legislar, porque essa é uma prerrogativa do Parlamento”, declarou o deputado.

O parlamentar anunciou a criação de uma frente parlamentar específica para tratar da pauta, reunindo outros deputados dispostos a discutir o tema com profundidade e responsabilidade.

“A partir de agora, o CRM não terá mais apenas o deputado Pablo nessa luta. Terá uma frente parlamentar que vai tratar do assunto com seriedade e, se necessário, legislar por conta própria, como é dever desta Casa. Se o conselho quiser contribuir, será bem-vindo. Caso contrário, cumpriremos nossa função constitucional”, afirmou.

O parlamentar também chamou a atenção para o fato de que diversos membros do próprio CRM são formados na Bolívia. “É surpreendente chegar ao conselho e ver que boa parte de seus integrantes se formou na Bolívia. No entanto, agora querem limitar o acesso de outros estudantes que trilham o mesmo caminho?”, questionou.

Ao final do pronunciamento, Tio Pablo agradeceu o apoio dos colegas parlamentares Michelle Melo (PDT), Eduardo Ribeiro (PSD) e Tadeu Hassem (Republicanos), que se comprometeram a colaborar com a elaboração do projeto e a defender a causa dentro da Aleac.

Tio Pablo aproveitou o discurso para citar a situação crítica da saúde pública no estado, associando a escassez de médicos à ausência de políticas de incentivo à formação profissional. “Vidas estão sendo perdidas. Médicos e enfermeiros estão sobrecarregados, e até agora não vimos nenhuma manifestação do CRM sobre essas mortes que tanto nos entristecem”, disse.

“Se conheço o governador Gladson Cameli, como acredito conhecer, ele é favorável a essa proposta. Precisamos agir. A população clama por atendimento, por saúde, por dignidade. E nós, enquanto representantes do povo, não podemos ignorar essa realidade”, concluiu

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