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Deputado Adailton Cruz cobra isonomia em PCCR da saúde

Foto: Sérgio Vale
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O deputado estadual Adailton Cruz (PSB) defendeu nesta terça-feira, 20, a revisão da proposta do novo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) da Saúde, durante reunião com representantes de sindicatos, da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) e da Casa Civil, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac).

A reunião, marcada por momentos de tensão, teve como foco principal a falta de isonomia entre profissionais com cargos semelhantes em órgãos diferentes da administração pública.

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Segundo o parlamentar, o objetivo foi deixar claro que trabalhadores de nível superior da assistência, como fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, farmacêuticos e odontólogos, não estão sendo contemplados pela proposta apresentada até agora. “A reunião foi bastante acalorada e participativa. Quero agradecer a presença dos sindicatos, os oito sindicatos da saúde estiveram presentes, principalmente os trabalhadores que representam a categoria dos especialistas assistenciais”, afirmou.

Cruz, que também é da área da saúde, ressaltou que os profissionais de nível superior é a que terão o menor percentual de ganho efetivo, caso o plano seja aprovado da forma como está. “O pedido deles foi de se rever essa tabela para que se tenha uma isonomia comparada com os outros cargos”, destacou.

O parlamentar explicou que a reunião serviu para que o governo entendesse a insatisfação e para solicitar à Sesacre que reavalie os valores propostos. Ele ainda informou que o projeto está na Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e, em seguida, voltará para a Casa Civil, onde será discutido novamente. “Apesar de ter sido acalorada, a gente sabe que o processo é assim mesmo. O objetivo não é achar culpados, é achar a resolução do problema”, declarou.

Durante a entrevista ao Boa Conversa – Edição Aleac, Adailton abordou as falas da secretária-adjunta de Saúde, Ana Cristina Moraes, que destacou a situação que nem todas as categorias estavam sendo representadas de forma adequada nas negociações.

“De fato tem esse problema que foi construído e que agora precisa ser resolvido. O que eu pleiteio enquanto trabalhador é que tenha realmente a revisão da tabela dos profissionais de nível superior e que a gente consiga buscar o máximo possível a isonomia. Alguns estão tendo reposição pífia, que chega a 80 reais, enquanto outros chegam a 3 mil reais a mais. Isso tem que ser corrigido. Isonomia é trabalhar de forma igual de acordo com a sua sobrecarga e a sua especificidade”, acrescentou.

Apesar das falhas, Cruz reconheceu avanços no novo PCCR que está em tramitação no Governo do Acre. “Está criado agora na proposta o prêmio anual de valorização da saúde, o 14º salário. Está previsto também que o plantão extra será pago com valor mínimo de 210 reais, quando hoje se paga 70 reais por 12 horas; Não é porque tem pontos ruins que a gente vai esquecer o que é bom. É aproveitar o que é bom e ajustar o que está errado, e é isso que a gente vai fazer”, finalizou.

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