Menu

Impostos: Acre corre o risco de perder mais de R$ 100 milhões em 2026

Receba notícias do Acre gratuitamente no WhatsApp do ac24horas.​

O governo do Acre divulgou um relatório detalhando os riscos fiscais que podem comprometer a arrecadação de tributos estaduais entre 2026 e 2028. O documento, que integra o planejamento orçamentário do Estado, aponta que a principal fonte de receita, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), pode enfrentar frustrações de até R$ 90 milhões ao ano.

Segundo o relatório, o ICMS representou em 2024 mais de 67% da receita tributária estadual e 16,8% da receita corrente total. Por isso, qualquer oscilação nos fatores que afetam o consumo, como renda da população, inflação, crédito e atividade econômica, impacta diretamente os cofres públicos.

Anúncio

A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), é de 2% em 2026, abaixo dos 2,4% esperados para 2025. A inflação também deve permanecer acima da meta nos próximos anos. Essas projeções indicam um ambiente econômico instável, que, somado a riscos legislativos, pode comprometer a arrecadação.

Entre os principais riscos apontados estão projetos de lei em tramitação que alteram o regime de Substituição Tributária do ICMS, reduzem o Imposto de Renda para pessoas físicas e regulamentam aspectos da Reforma Tributária, como a transição para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá o ICMS até 2033. O Estado teme ainda o impacto de possíveis compensações de créditos tributários acumulados pelas empresas, estimados em R$ 190 milhões.

Outro tributo em alerta é o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), que correspondeu a 23,6% da receita tributária do Acre em 2024. O projeto de lei que isenta do IR pessoas com renda até R$ 5 mil e reduz a alíquota para quem ganha até R$ 7 mil pode gerar perdas de R$ 25 milhões anuais. Como o imposto incide majoritariamente sobre a folha de pagamento dos servidores estaduais, mudanças nessa estrutura impactam diretamente o caixa do governo.

Já o IPVA, que tem menor peso na arrecadação (4,3% da receita tributária), pode ter perdas de até R$ 3 milhões por ano, especialmente em cenários de queda na venda de veículos ou aumento da inadimplência. A estratégia do governo, em casos de crise, tem sido facilitar o pagamento com prazos estendidos, mas há o risco de que essa medida estimule o não pagamento regular do imposto.

O ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação) representa apenas 0,5% da receita e, por não estar diretamente ligado à atividade econômica, é considerado de menor risco fiscal.

Segundo o relatório, em caso de frustrações significativas nas receitas, o Estado prevê o uso da reserva de contingência.

Siga o ac24horas no Google Notícias e seja o primeiro a saber tudo que acontece no Acre

Seguir no Google

Veja também

Newsletter

Fique por dentro do que acontece no Acre

Receba em primeira mão as notícias mais importantes do estado direto no seu e-mail. Política, economia, segurança e tudo que impacta a vida dos acreanos.