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Operação retira invasores da Terra Indígena Kayapó e destrói maquinário de garimpo ilegal

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A Polícia Federal divulgou nesta sexta-feira (10) o balanço parcial da operação de desintrusão na Terra Indígena Kayapó, localizada no centro-sul do Pará. Em oito dias de ação, acampamentos clandestinos, maquinários, combustíveis e materiais usados no garimpo ilegal foram destruídos. Também foram apreendidos munições, mercúrio, ouro e aparelhos celulares.

Deflagrada no dia 2 de maio, a operação tem como objetivo combater o garimpo ilegal e remover ocupações não autorizadas no território do povo indígena Mebêngôkre. De acordo com o Governo Federal, a atividade ilegal já causou a destruição de 274 hectares de floresta nativa — o equivalente a aproximadamente 253 campos de futebol.

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A ação ocorre em áreas próximas aos rios Fresco e Branco, que cortam a terra indígena. Segundo a Polícia Federal, o garimpo tem provocado o assoreamento e a contaminação das águas com mercúrio, substância tóxica amplamente utilizada na separação do ouro de outros metais, representando um risco grave ao meio ambiente e à saúde das comunidades locais.

A operação seguirá em duas frentes: a primeira consiste na retirada dos invasores e eliminação das estruturas ilegais; a segunda, na identificação dos responsáveis pelos crimes ambientais para que sejam adotadas as medidas legais cabíveis.

A ofensiva atende a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 709, que trata da proteção de povos indígenas em contexto de invasões e exploração ilegal em seus territórios.

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