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Advogado acusa MP de desvirtuar a verdade ao colocar Tarcísio como réu

Foto: Whidy Melo
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O empresário Tarcísio Araújo, acusado de crime qualificado como feminicídio contra Nayara Vilela, participa de forma virtual da audiência de instrução iniciada nesta quinta-feira (8), no Fórum Criminal de Rio Branco. Segundo a defesa, ele não pôde comparecer presencialmente porque está em outro estado e foi intimado com pouco tempo de antecedência.

“Ele será ouvido na modalidade virtual. Está trabalhando, viajando, e aí isso impossibilitou, porque a designação da audiência e a nossa intimação foram muito próximas da data. Então, nós não tivemos tempo hábil para que ele saísse do estado em que se encontra para vir ao Acre participar presencialmente”, afirmou o advogado Wellington Silva em entrevista ao ac24horasPlay.

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A defesa disse ainda que a expectativa é que a audiência revele a verdade dos fatos. “Nós esperamos que essa audiência seja a expressão absoluta da verdade. Que é um enlutado que, além de sofrer pela morte da esposa, hoje sofre por responder a um processo malfadado, um processo injusto, um processo cruel, onde o Ministério Público tenta, por todas as formas e maneiras, desvirtuar a verdade e colocar um inocente no banco dos réus.”

Segundo Wellington, Tarcísio desconhecia qualquer condição de saúde mental da esposa. “A situação do ponto de vista técnico, de como se encontrava a Nayara do ponto de vista psíquico, ou seja, se ela tinha alguma síndrome, alguma doença, alguma enfermidade, era de total desconhecimento do Tarcísio. Ele não teve acesso a qualquer prontuário médico, qualquer laudo ou qualquer conversa com médico que dissesse a ele que ela sofria de algum problema de ordem psicológica”, disse.

O advogado também afirmou que o réu, como leigo, não tinha obrigação de identificar um possível quadro de sofrimento mental. “É óbvio que ele tinha os cuidados necessários com a esposa, que era acompanhar, conversar. O fato de ela ter, talvez, uma personalidade voltada à ansiedade, pra ele, como leigo, não era suficientemente possível ou imaginável que ela desistiria da própria vida. Isso não era esperado por ele, até porque era um marido dedicado à família, dedicado à esposa.”

A audiência é conduzida pelo juiz Alesson Braz, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, e deve seguir até esta sexta-feira (9). Ao final da instrução, a Justiça decidirá se o caso será encaminhado ao Tribunal do Júri.

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