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Onça que devorou caseiro é reativa com humanos e ameaça ataque em clínica

Animal está com alto grau de desidratação e rins e fígado comprometidos. • Saul Schramm
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Há quatro dias no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), em Campo Grande (MS), a onça-pintada que matou o caseiro Jorge Ávalo, de 60 anos, se apresentou reativa com a presença humana e “tentou ameaçar ataque”, de acordo com o boletim médico desta segunda-feira (28).

A onça está consciente e “alerta”, de acordo com os veterinários que monitoram o animal desde a última quinta-feira (24). No exame de ultrassonografia abdominal total os médicos observaram alterações agudas no fígado e no rim, “não indicando neste momento a insuficiência de tais órgãos”, de acordo com o relatório. Anteriormente, os exames preliminares indicaram comprometimentos de rins e fígado.

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Os exames do animal mostram uma alteração inflamatória do aparelho digestivo (gastroenterite). Os profissionais aguardam novos resultados para saber se há causa infecciosa. A coleta do sangue ainda mostrou uma anemia “leve”.

Peixes e frangos têm composto a dieta do animal que chegou à reabilitação com 26 quilos a menos que o ideal. “Temos que ter paciência com o ganho de peso. Fornecer alimento na quantidade adequada para o peso e tamanho do animal para ele ganhar peso aos poucos”, disse Thyara de Deco Souza e Araujo, professora de medicina veterinária da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e médica à frente dos cuidados do animal.

Onça não deve voltar para a natureza

Após a recuperação, o animal não deve voltar à região de mata em que foi capturada três dias após o ataque.

O felino deve ser transferido para um recinto, definitivo ou provisório — assim que for reabilitado e exames mostrarem que o quadro está estável e houver reversão da desidratação.

Em nota à CNN, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) disse que futuros encaminhamentos serão discutidos pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) do estado em conjunto com o instituto.

“O animal deverá ser destinado a uma instituição mantenedora de fauna apta a recebê-lo e será incorporado ao Programa de Manejo Populacional da Onça-Pintada, coordenado pelo ICMBio”, afirma a nota.

O destino do animal deve ser decidido no âmbito do programa que busca conservar a espécie em todos os biomas brasileiros.

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