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Novo medicamento que pode eliminar a malária já é usado em Cruzeiro do Sul

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A tafenoquina, o novo antimalárico incorporado ao Sistema Único de Saúde – SUS, já está sendo utilizado em Cruzeiro do Sul, que responde por 60% dos casos da doença no Acre. O medicamento está disponível no Hospital do Juruá, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e outros pontos de atendimentos.

A medicação, segundo a apoiadora municipal para a eliminação da malária no Brasil, do Ministério da Saúde, Nádia Martinez, tem como principal premissa não ter mais recaída da doença pela espécie plasmódio vivax. E encurta o tratamento, antes feito em sete dias, para três dias apenas. A medida deverá aumentar a adesão das pessoas ao tratamento.

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“ Normalmente, como era um período de sete dias, a pessoa tomava um dia, dois dias. A cloroquina, tira o plasmódio de circulação, a pessoa passava a se sentir melhor e desistia do restante do tratamento. Agora, com três dias de tratamento, nós vamos fazer a supervisão do primeiro dia de tratamento, que vai ser a tafenoquina com a cloroquina. E nos outros dois dias seguidos, a pessoa só toma a cloroquina em casa ou com a supervisão. Então, a gente tem uma chance de aumentar muito a adesão ao tratamento. Além disso, não teremos mais recaída da doença, que são formas latentes que ficam no tecido hepático, que mesmo a pessoa fazendo o tratamento convencional com a primaquina, pode haver uma recaída da doença. Essa forma sai do tecido hepático e volta para a circulação sanguínea. Com a tafenoquina, não teremos mais recaída,” cita ela, que destaca a eficácia comprovada da medicação.

“Já foi feito, foi um estudo enorme em Porto Velho, em outros lugares, com mais de 5 mil pacientes e já foi aprovado pela Anvisa, já está tudo documentado. É um medicamento seguro, não tem nenhum tipo de reação adversa até hoje notificada”, pontua.

Segundo Nádia, a previsão é de que a malária seja eliminada do Brasil em até dez anos. “O maior problema de saúde pública do Vale do Juruá, historicamente, é a malária. E nós temos uma meta de eliminação da doença até 2035, uma pactuação para o objetivo de desenvolvimento sustentável. E, com certeza, esse medicamento vai nos trazer mais próximo da nossa meta de desenvolvimento sustentável”, concluiu ela.

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