O secretário de Infraestrutura de Rio Branco, Cid Ferreira, concedeu entrevista ao ac24horas Play na tarde desta quarta-feira, 02, para esclarecer problemas estruturais que surgiram em obras recentemente inauguradas pela prefeitura. Entre os casos discutidos, aparecem as rachaduras na cabeceira da ponte sobre o Igarapé Judia e as fissuras na fonte interativa da cidade, que fica localizada na Praça da Revolução.
A situação da ponte do Igarapé Judia, que liga os bairros Canaã e Belo Jardim, gerou preocupação desde o último domingo, quando surgiram rachaduras que atingem até 40 centímetros de erosão. Questionado sobre a gravidade do problema, Ferreira garantiu que a estrutura da ponte não foi comprometida e atribuiu as falhas ao aterro recém-feito. “Com a ponte não tem nenhum problema, nenhum abalo. Somente no aterro que foi feito. Um aterro de cinco metros, um aterro novo que ainda não compactou com a subida da água quando baixou naturalmente infiltrou e deu fuga de material”, afirmou.
O secretário explicou que o aumento do volume de água no período de cheia e a posterior vazante resultaram na infiltração e deslocamento do material. Para solucionar o problema, a empresa responsável pela obra foi notificada e contratou outra firma para executar os reparos. “Os materiais estão chegando agora pela parte da tarde. Isso foi o que me garantiu a pessoa que está cuidando disso. Vamos estaquear toda a lateral do aterro de quem chega na ponte. Vamos do talude e uns 50 metros de estaqueamento para segurar o barro, segurar aquele aterro. Consequentemente, vamos fazer um gabião na parte de passeio e vamos fazer gabião ao redor dessa encosta. Os trabalhos estão sendo feitos, isso é natural na Amazonia”, disse Ferreira.

Foto: Whidy Melo/ac24horas
Outro ponto abordado na entrevista foi o estado da fonte interativa e luminosa de Rio Branco, que custou quase meio milhão de reais e apresentou rachaduras próximo às festividades de carnaval. Perguntado sobre a recorrência de problemas estruturais em obras recentes, Ferreira defendeu que a movimentação do solo é um fenômeno comum na região. “Eu considero aqui na nossa região esse tipo de movimentação normal. Você vê a ponte lá do Rio Purus, vê a ponte aqui da passarela Joaquim Macedo, todas foram sofrer o mesmo abalo questão de movimentação de terra”, argumentou.
Ferreira também atribuiu os danos na fonte interativa ao tráfego indevido de veículos pesados durante eventos como o Natal e o Carnaval. “O que aconteceu? No carnaval e no natal as decorações foram feitas e carros, carro pesado passou ali naquela beirada da fonte interativa, empurrou para baixo. Aquilo ali não está programado para receber esse impulsionamento dessa força”, explicou.
Segundo ele, medidas de proteção serão implementadas para evitar novos danos no local. “Agora, naturalmente, como você falou, nós vamos ter que proteger a nossa obra no meio da praça. A praça é para pedestre, não é para carro”, acrescentou.
O secretário reconheceu que a prefeitura também teve responsabilidade na organização dos eventos que resultaram nos danos, especialmente no Natal. No caso do Carnaval, a gestão municipal realizou o evento em parceria com o Governo do Estado. “Isso não isenta também a nossa culpa no quesito proteção ou vigilância para não deixar que isso aconteça. E isso, com toda certeza, não haverá de acontecer mais”, garantiu.
Por fim, Ferreira afirmou que os arquitetos estão elaborando soluções que protejam a fonte sem comprometer a segurança e a estética do local. “Os arquitetos já estão ali desenhando alguma coisa, não só na parte de arquitetura, mas também na parte de segurança da fonte”, finalizou.