O deputado estadual Adailton Cruz (PSB) em entrevista nesta quarta-feira, 02, ao programa Boa Conversa – Edição Aleac, defendeu o debate em relação à mudança do Centro Pop e a mobilização para derrubar o veto do governo a um projeto de lei que amplia direitos de mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Cruz afirmou que a população local está preocupada com os impactos da medida, especialmente no que diz respeito à segurança. Segundo ele, a comunidade se organizou contra a proposta e exige um debate mais amplo.
“Primeiro, nós fomos chamados pelos moradores da região. Eles estão muito preocupados, comerciantes, moradores, com relação a essa mudança para lá. Porque, segundo eles, não vai ter a devida segurança e acompanhamento dos moradores da região. Eles estão preocupados com a questão de assalto, a questão de droga, a questão de segurança para eles. E acham que o local onde estão organizando para encaminhar esses moradores de rua, os dependentes químicos para lá, não é um local adequado, as instalações não estão adequadas. E, acima de tudo, eles estão muito preocupados com a segurança”, destacou o deputado.
O parlamentar explicou que a comunidade já organizou um abaixo-assinado contra a medida e cobrou que a Prefeitura de Rio Branco reavalie a mudança.
“Eles fizeram um abaixo assinado, não aceitam, os moradores da região não aceitam essa mudança para lá, principalmente por questões de segurança, e querem que esse processo de mudança do Centro Pop seja debatido com a comunidade, para onde se deseja fazer isso, e que sejam estabelecidos critérios para garantir a segurança e assistência, tanto das pessoas que serão transferidas para lá, os dependentes químicos, moradores de rua, quanto dos moradores da região”, acrescentou.
O deputado também reforçou que encaminhou pedidos para que a Prefeitura, a Câmara de Vereadores e o Ministério Público se manifestem sobre o assunto.
Outro ponto abordado por Adailton Cruz foi a luta para garantir direitos às mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O parlamentar lembrou que apresentou um projeto de lei para permitir que pais e mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno de Hiperatividade e Déficit de Atenção (TDAH) tivessem direito à redução da jornada de trabalho para acompanhar os filhos no tratamento. O PL foi aprovado na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), mas vetado pelo governo.
“A gente teve no final do ano passado, 12 projetos de leis nossos que foram aprovados, e eu agradeço a todos os deputados aqui que sempre são sensíveis à nossa causa. Desses 12, 5 foram vetados, e um dos 5 é esse que altera uma lei já que o Estado tem que concede aos pais e mães responsáveis por pessoas com diagnóstico de autismo o direito a reduzir a jornada para ter mais tempo para acompanhar o filho no tratamento e no desenvolvimento”, explicou Cruz.
O deputado criticou o veto, destacando que o direito deveria ser garantido também a quem tem filhos com TDAH
“No entanto, o governo vetou esse direito, e as mães vieram conversar conosco, esse projeto foi inclusive fruto do pedido delas. Muitas mães aqui abaladas, choraram, mostraram situações que os filhos passam na escola, inclusive as crianças que têm THD têm maior risco inclusive de suicídio, mutilações, situação muito preocupante. Então as mães querem que esse veto seja derrubado, e que elas também tenham esse direito de reduzir a jornada para ter mais tempo para seus filhos. Eu acho justo, eu vou votar pela derrubada do veto”, afirmou.
Na sexta-feira (5), Cruz terá uma reunião com as mães e com a Casa Civil para tentar reverter o veto. Ele também afirmou que fará um trabalho de articulação com os parlamentares para que o direito seja garantido.
“A nossa parte nós vamos fazer, eu acredito que muitos parlamentares são sensíveis, a gente vai conversar com a Casa Civil junto com as mães, vamos conversar com os nossos pares aqui, eu acredito que a gente tem chance de derrubar o veto”, afirmou.