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O dilema de Marcus

Por
Luis Carlos Moreira Jorge

O nome mais em evidência no debate eleitoral da semana que se encerra, foi o do ex-prefeito Marcus Alexandre (MDB), foto. O fato do seu nome aparecer como cortejado pelo governo para ser o vice de Mailza Assis (PP), num movimento sem a presença da executiva regional, lhe causou problemas entre as hostes do MDB, que só quer abrir essa discussão em 2026. Passou, por conta disso, a ser visto com desconfiança por muitas lideranças partidárias. Os seus elogios, rasgados em várias ocasiões ao governador Gladson Cameli, entornaram ainda mais o caldo na mesa azul do MDB, integrada pelos chamados “cabeças brancas, grupo dominante na sigla”.


Qualquer movimento no MDB tem que ser feito por dentro, no debate, e não foi este o caminho seguido por Marcus, daí o erro da sua estratégia. Se ele insistir em deixar seu nome fluir no debate de candidato a vice-governador, sem ouvir o partido, será difícil emplacar. A não ser que saia do MDB. Marcus tem uma liderança incontestável, votos pessoais, fruto de suas boas gestões na prefeitura da capital e é um nome limpo. Mas tem que entender que, na política, o passo errado pode derrubar carreiras.


Se quer ser vice da Mailza Assis é um direito seu, mas tem que travar este debate internamente no MDB. Fora deste campo não terá sucesso para ter o apoio da sigla. Até porque não se sabe se o MDB apoiará para o governo a vice-governadora Mailza Assis (PP) ou o senador Alan Rick (UB). E não existe campanha para ser vice, o vice é convidado. Uma coisa é certa: o MDB só vai tomar partido (é o que apurei em várias entrevistas), no próximo ano, onde tudo pode acontecer. Ou nada. Os portões do estádio onde vai acontecer o jogo da briga pelo Palácio Rio Branco ainda nem foram abertos. Por isso, cautela e caldo de galinha para os interessados em compor chapas majoritárias em 2026.


NÃO TEM CACIFE


É um engenheiro civil, um nome preparado, mas não vejo cacife político para o Leonardo Melo (filho do Flaviano Melo) ter sucesso numa candidatura majoritária. Não é conhecido do eleitorado, morava no Canadá.


FOCO PRINCIPAL


Conversei ontem com quem vive no poder nas suas entranhas. Confirmou o que o BLOG tinha publicado, que há todo um esquema de fazer do Marcus Alexandre vice na chapa de Mailza Assis ao governo. Querem o Marcus pelo MDB ou filiado a outro partido.


ESPERAR O DESFECHO


O presidente do Republicanos, deputado federal Roberto Duarte, disse ontem ao BLOG defender que o seu aliado Alan Rick (UB), aguarde o desfecho da Federação entre o União Brasil e o PP. E que só pode pensar em se filiar ao MDB ou em outro partido, se tiver a sua candidatura a governador rifada pela nova composição. Dar tempo ao tempo.


PROBLEMA A RESOLVER


O grupo majoritário do MDB se desencantou com a hipótese de que Marcus Alexandre (MDB) poderia ser o candidato ao governo pelo partido. Motivo: suas declarações favoráveis ao governo Cameli e deixar seu nome fluir no debate para ser vice na chapa de Mailza Assis (PP) ao governo.


AGENDAS DE GABINETE


O ex-prefeito Marcus Alexandre disse em postagem ao BLOG que as suas agendas que cumpre em atos do governo, é porque integra o gabinete do deputado Tanízio Sá (MDB), que é da base do governo do Gladson. Não quis tocar no assunto de ser vice da Mailza.


CHAPA DOS SONHOS


No MDB é majoritária a tese de que a chapa dos sonhos do partido é ver Alan Rick (UB) como candidato a governador e Jéssica Sales (MDB) de vice. Não é difícil disso vir a ocorrer.


PERDEU A GUERRA


O governo perdeu o domínio sobre a Cidade do Povo. Uma mulher inocente foi linchada no bairro esta semana e houve uma chacina com três mortos. O bairro virou território livre da bandidagem. Não se concebe que com todo seu aparato, o sistema de segurança não consiga ter o domínio de uma área relativamente pequena.


FEDERAÇÃO DISCUTIDA


Há uma discussão nacional para que aconteça a formação de uma Federação do Podemos com o PSDB, o que deixaria a aliança muito forte no estado. Teria uma chapa de federal com Ney Amorim, Pedro Longo, Vanda Milani, Jesus Sérgio, Márcia Bittar, Mazinho Serafim, que forma uma base respeitável para buscar vagas na Câmara Federal.


NOVO CICLO


A política é feita de ciclos. Na próxima eleição muitas das antigas lideranças vão perder os seus mandatos e novas caras surgirão. Este é o jogo natural.


NÃO FICA NO MDB


Segundo uma boa fonte do MDB, o deputado Tanízio Sá (MDB) tende a deixar o partido, caso o senador Alan Rick (UB) se filie na sigla para ser candidato a governador. O Tanízio vai com a candidatura ao governo da vice-governadora Mailza Assis (PP).


DISPUTA EMBOLADA


As últimas pesquisas para o Senado mostram o Gladson Cameli (PP) disparado na preferência por uma vaga. A disputa da segunda vaga se mostra embolada. E mais embolada a disputa vai ficar, caso o Gladson se torne inelegível no julgamento do STJ.


QUEIXA COMUM


A queixa comum dos policiais é que a lei é frouxa para bandidos e dura para os policiais, com muitos acabando por responder por crime de tortura e de abuso do poder quando são mais duros. A campeã das queixas dos policiais são as famosas Audiências de Custódia que, segundo eles, olham mais para a proteção do infrator. Se estão certos ou errados, a população é que paga o pato ficando insegura.


LUTA PELA UNIDADE


Os partidos de esquerda vão lutar pela unidade em torno da candidatura de Jorge Viana (PT) ao Senado. É o que os seus principais líderes estão defendendo. Quando lançaram dois candidatos perderam os dois.


ÚNICA CONDIÇÃO


O presidente do Republicanos, deputado Roberto Duarte, disse ontem ao BLOG que, caso o deputado Tadeu Hassem (Republicanos) não apoie um nome para federal do partido, terá que buscar outra legenda. É que Tadeu deve apoiar a candidatura da irmã Fernanda Hassem, que disputará vaga na Câmara Federal pelo PP.


A TODO VAPOR


O governador Gladson, segundo boa fonte, orientou seus secretários a acompanharem a vice-governadora Mailza Assis nas suas viagens aos municípios do interior, como estratégia de buscar a melhoria dos seus índices nas pesquisas. Cameli lhe deu todas as condições, agora depende dela.


AGENDA DE CANDIDATO


Quem também faz uma agenda de candidato é o senador Alan Rick (UB), que com seu principal aliado, o deputado federal Roberto Duarte (Republicanos), esteve no fim de semana em Tarauacá e Feijó fazendo reuniões com prefeitos, religiosos, projetando ainda mais a sua imagem.


NADA COM O PT


O senador Sérgio Petecão (PSD), sempre que chamado a comentar sobre o assunto, diz não ter nada a ver com o PT, e que o candidato dos petistas ao Senado é unicamente o senador Jorge Viana (PT). Quer descolar o seu nome de vez do PT.


COMO DIABO DA CRUZ


Falando no PT, será difícil ao partido conseguir montar uma aliança que tenha um partido de centro, estão todos fugindo do PT como o Diabo da Cruz.


SENTADO EM CIMA


O prefeito Tião Bocalom sentou em cima e parece não ter intenção de sancionar o projeto da vereadora Elzinha Mendonça (PP), aprovado na Câmara Municipal de Rio Branco, que proíbe a PMRB de contratar condenados por crimes de assédio sexual. O Velho Boca não a perdoa, por ela ter sido oposição na gestão passada.


MILAGRES ACONTECEM


O prefeito Tião Bocalom agradeceu publicamente em uma entrevista recente, que os mais de 6 milhões de reais para reparar a ETA II, vieram do governo do Lula. Milagres acontecem.


SERÁ INEVITÁVEL


Sendo do PT ou não, o bloco de partidos de esquerda deve lançar um candidato a governador, para a disputa do próximo ano. Não quer deixar seu eleitorado à mercê de ter de escolher entre dois candidatos da direita. Será um nome apenas para marcar posição.


NOME DE ESPERA


O deputado Nicolau Júnior (PP) não fará qualquer movimento para declarar ser candidato ao governo. Só o fará caso aconteçam problemas de popularidade da candidatura da vice-governadora Mailza Assis (PP). Ficará em stand by.


FRASE MARCANTE


“A maior lição da vida é a de que, às vezes, até os tolos têm razão”. Winston Churchill.


FRASE MARCANTE


“Todo sapato velho um dia se torna chinelo velho”. Ditado chileno.


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Luis Carlos Moreira Jorge