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Mãe enfrenta lama para levar filha com paralisia cerebral à terapia: “já caí com ela nos braços”

Foto: Dryelem Alves/Cedida
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Há três anos, Dryelem Alves, servidora pública e jornalista, enfrenta dificuldades para locomover sua filha Laís Loren Alves Lira, de 4 anos, cadeirante e com paralisia cerebral. O motivo é a condição da rua Bem-te-vi, no loteamento Jaguar, em Rio Branco. A via, repleta de lama e sem estrutura adequada, impede que a mãe consiga levar a filha para terapias e até para a escola.

Em um desabafo, Dryelem afirma que já procurou diversas autoridades, incluindo vereadores, o Ministério Público do Estado do Acre e a Prefeitura de Rio Branco, mas que o problema nunca foi resolvido. “Nada foi resolvido. A rua está cheia de lama, e é impossível sair com a cadeira de rodas dela. Já fomos até ameaçados de perder a vaga da Laís no CER lll, por não conseguirmos levá-la devido à situação da rua”, relata, se referindo ao Centro Especializado em Reabilitação.

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De acordo com a mãe, as promessas feitas por autoridades, como vereadores e representantes da Prefeitura, nunca se concretizaram. “Eles fazem as indicações, mas a situação permanece a mesma. Já falei com o Ministério Público, com o vereador Emerson Jarude e com outros, mas nada mudou. A cidade não está cumprindo o direito de locomoção das pessoas com deficiência”, critica Dryelem.

A situação é ainda mais grave porque, além da dificuldade de locomoção, o ônibus que deveria levar Laís às terapias não consegue chegar até a porta de sua casa, agravando o acesso da criança aos cuidados médicos essenciais. “Como a gente sai nessa situação? O ônibus não consegue entrar na rua e eu não consigo sair com ela, e a gente fica nessa situação”, desabafa a mãe.

Dryelem, já sem alternativas após buscar diversas vezes as autoridades competentes sem que nada fosse resolvido, entrou em contato com o ac24horas para fazer a denúncia na esperança de que a visibilidade do caso pressione as autoridades a tomarem as devidas providências. O caso chama a atenção para a necessidade urgente de ações concretas que garantam o direito de ir e vir de todos, independente de suas limitações.

A prefeitura de Rio Branco foi procurada para falar sobre o caso da rua, mas até o fechamento desta matéria, não houve retorno. O espaço segue aberto para possível manifestação.

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