Menu

Abin nega atribuição de fiscalizar urnas após citação no STF

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Receba notícias do Acre gratuitamente no WhatsApp do ac24horas.​

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) se manifestou nesta terça-feira (25/3) após ser mencionada no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado.

O órgão esclareceu que sua atuação no processo eleitoral se limita ao apoio técnico à segurança cibernética das urnas eletrônicas, sem função de fiscalização, atribuição exclusiva da Justiça Eleitoral.

Anúncio

“[A] atuação se dá por meio do seu Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para a Segurança das Comunicações (CEPESC), com foco no fornecimento de soluções criptográficas e no apoio técnico ao fortalecimento da segurança cibernética das urnas eletrônicas, não sendo de sua competência qualquer atividade de fiscalização do processo eleitoral, atribuição da Justiça Eleitoral”, disse a agência.

A declaração da Abin veio após o advogado Paulo Renato Garcia Cintra Pinto, que representa o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), afirmar que caberia à agência “apurar a confiabilidade das urnas”.

No entanto, a afirmação foi contestada pela ministra Cármen Lúcia, que pediu esclarecimentos durante a sustentação oral da defesa no STF.

“Vossa Excelência disse que é dever da Abin apurar a segurança e a fiscalização das urnas no processo eleitoral. Essa é a frase de Vossa Excelência?”, questionou a ministra.

O advogado reafirmou sua fala, vinculando a atuação da Abin à soberania nacional. Cármen Lúcia, no entanto, ressaltou que a fiscalização das urnas é competência exclusiva da Justiça Eleitoral.

A Abin esclareceu em nota que sua atuação no processo eleitoral ocorre desde 1996, quando foi implementado o sistema eletrônico de votação. Segundo a agência, o trabalho é conduzido pelo seu Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para a Segurança das Comunicações (CEPESC) e tem foco no fornecimento de soluções criptográficas e no fortalecimento da segurança cibernética das urnas.

Julgamento no STF

O julgamento no STF analisa a denúncia da PGR contra Ramagem e outros sete acusados de participação na suposta trama golpista. A Corte decidirá se os tornará réus.

O deputado, ex-diretor da Abin, sustenta que já havia deixado o governo Bolsonaro em meados de 2022, período em que, segundo a PGR, o grupo investigado teria intensificado suas ações. Entretanto, a Procuradoria aponta que mensagens encontradas em dispositivos de Ramagem continham questionamentos sobre a lisura das urnas eletrônicas.

Além do deputado, o julgamento também analisa o caso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusado de envolvimento na tentativa de golpe.

Siga o ac24horas no Google Notícias e seja o primeiro a saber tudo que acontece no Acre

Seguir no Google

Veja também

Newsletter

Fique por dentro do que acontece no Acre

Receba em primeira mão as notícias mais importantes do estado direto no seu e-mail. Política, economia, segurança e tudo que impacta a vida dos acreanos.