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87% dos acreanos já tiveram contato com jogos digitais

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Uma pesquisa realizada pela Federação Acreana de Games e Tecnologia (FAGT) sobre o mercado de games no Acre revelou que, 87,4% da população, entre 12 e 60 anos já teve ou tem contato com jogos digitais. A faixa etária predominante dos jogadores é de 16 a 25 anos, correspondendo a 67,3% dos amantes de jogos digitais.

O estudo também mostrou que a principal plataforma utilizada pelos jogadores acreanos é o celular, escolhida por 43,25% dos entrevistados. Os consoles representam 25,7% das preferências, enquanto 31,05% jogam pelo computador.

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Com relação à frequência com que os acreanos jogam, a pesquisa mostra que 41% jogam diariamente, 23% jogam esporadicamente, 15% nos finais de semana, 8% jogam duas vezes por semana e 5% entre quatro e cinco vezes por semana.

O tempo médio dedicado aos jogos também varia: 38% jogam por uma hora, 28% por duas horas, 21% por três horas e 10% passam de quatro a seis horas diárias jogando.

A pesquisa “Diagnóstico do Potencial Socioeconômico do Mercado de Games no Acre 2024” , financiada pela Lei Paulo Gustavo com o apoio da Fundação Elias Mansur, teve como objetivo mapear o perfil social dos jogadores e identificar o potencial econômico desse setor no estado.

Foram aplicados 371 questionários válidos em todos os municípios acreanos. A amostragem contou com 95% de confiança e 3% de margem de erro.

Potencial econômico do jogos eletrônicos

Os dados também apontam que 90% da receita movimentada pelo setor no Acre está ligada ao entretenimento individual, enquanto apenas 10% estão relacionadas ao empreendedorismo.

Essa realidade se reflete na baixa rentabilidade do segmento. 90% dos jogadores profissionais não recebem nenhum pagamento, 5% ganham menos que um salário mínimo e apenas 1,7% recebem uma remuneração superior a esse valor.

Entre os empreendedores, 72% afirmaram que a receita gerada por jogos não ultrapassa 35% do faturamento total de seus negócios, o que torna difícil a sustentabilidade financeira do setor.

Apesar desse cenário, a pesquisa indica um grande potencial de crescimento para o mercado gamer no estado. Mais da metade dos consumidores de jogos (50%) demonstrou interesse em áreas correlatas, mas não sabe como ingressar no setor.

Além disso, 88,2% dos gamers acreanos acreditam que não há crescimento desse mercado na região. O estudo conclui que a falta de investimento e a ausência de políticas públicas específicas impedem que o setor se desenvolva de forma estruturada no Acre.

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