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No Acre, 12,7% das crianças não têm acesso à água encanada

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O Acre é o estado brasileiro com a situação mais crítica em relação ao acesso à água canalizada para crianças e adolescentes. De acordo com o estudo Pobreza Multidimensional na Infância e Adolescência no Brasil, publicado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em 2025, 12,7% das crianças e adolescentes no estado vivem sem acesso à água encanada.

O levantamento, realizado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC) Anual, analisou dados de 2019 a 2023. Além do Acre, os estados com os piores índices são a Paraíba (12,2%), o Amazonas (11,3%), o Pará (9,8%) e Alagoas (9,1%).

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Além da falta de água, o Acre também liderou o ranking nacional de crianças sem acesso ao saneamento básico. No estado, 31,5% das crianças e adolescentes vivem em moradias sem infraestrutura sanitária adequada, o maior percentual do Brasil.

Na sequência, aparecem o Amazonas (23,5%), o Maranhão (19,8%), o Pará (16,9%) e o Piauí (13,7%).

No Brasil, o estudo aponta que 2,8 milhões de crianças vivem sem acesso adequado à água , principalmente em áreas rurais. Apesar de o número de crianças e adolescentes sem acesso ter diminuído 31,5% no período específico, cerca de 1,5 milhão ainda vivem em condições extremas, em residências sem qualquer tipo de água canalizada.

O Unicef ​​alerta que, no total, 19,6 milhões de crianças e adolescentes brasileiros são privados de um nível adequado de saneamento, o que representa 38% da população nessa faixa etária. O problema se agrava nas áreas rurais, onde 92% das crianças vivem sem acesso a saneamento, enquanto nas cidades esse percentual é de 28%.

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