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Ação da Petrobras despenca mais de 7% após balanço decepcionar investidores

Sede da Petrobras • Sergio Moraes/Reuters
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O balanço da Petrobras divulgado na véspera que decepcionou o mercado é sentido no pregão desta quinta-feira (27). As ações da petroleira negociadas na bolsa brasileira caem mais de 7%, com investidores insatisfeitos com o resultado financeiro, a distribuição de dividendos e as despesas de capital anunciadas.

Por volta das 14h50, PETR4 tinha queda de 4,82%, a R$ 36,12, enquanto PETR3 recuava 7,08%, a R$ 38,61.

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A queda foi intensificada durante a teleconferência de executivos da Petrobras para tratar dos resultados da empresa. A reunião começo após atraso de 1 hora por conta de problemas no áudio da teleconferência.

A presidente-executiva da Petrobras, Magda Chambriard, está presente no evento.

As ações da Petrobras são as principais responsáveis por manter o Ibovespa em viés de queda, apesar de o principal índice da bolsa brasileira operar perto da estabilidade.

A Petrobras divulgou prejuízo de R$ 17 bilhões no 4º trimestre de 2024 e lucro líquido de R$ 36,6 bilhões no consolidado do ano passado. O resultado em 2024 70,6% pior que o registrado em 2023.

Ainda assim, as principais decepções do mercado recaem sobre o capex (capital expenditure) e a distribuição de dividendos. O primeiro caso se trata dos investimentos feitos por uma empresa, que geralmente visam o crescimento do negócio a longo prazo.

O capex anunciado totalizou US$ 16,6 bilhões – 15% acima do guidance. A dúvida em relação à alocação desses recursos contrasta com a distribuição de lucros aos acionistas inferior ao esperado.

Em contrapartida, a Petrobras aprovou o pagamento de R$ 9,1 bilhões (US$ 1,6 bilhão) em dividendos, valor 35,9% menor que os R$ 14,2 bilhões distribuídos no mesmo período de 2023 e abaixo da estimativa do mercado, que esperava cerca de US$ 3 bilhões.

“O capex de US$ 16,6 bilhões, maior que o guidance, não representa um custo adicional e sim uma antecipação, uma vez que conseguimos reduzir o gap entre a evolução física e financeira das plataformas em Búzios”, afirmou Fernando Melgarejo, diretor financeiro e de relacionamento com investidores.

“Nós esperávamos que essa redução do descasamento fosse ocorrer ao longo de 2025, mas atuamos fortemente na gestão contratual e a solução foi antecipada totalmente para 2024. A Petrobras ganha na redução de riscos e no aumento do potencial de antecipações. É nisso que estamos focados: na execução do nosso plano de investimentos e nas nossas metas de produção”, acrescentou.

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