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54% das classes D e E de Rio Branco nunca leram um livro

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A mais recente edição da pesquisa Cultura nas Capitais, divulgada na quarta-feira (19), considerada o maior levantamento quantitativo sobre hábitos culturais no Brasil, revelou o comportamento dos moradores de Rio Branco em relação ao acesso e consumo de atividades culturais.

O estudo abrangeu 19,5 mil entrevistas presenciais realizadas entre 19 de fevereiro e 22 de maio de 2024 nas 27 capitais brasileiras, com pessoas de 16 anos ou mais de idade, e revela um panorama de desigualdade no acesso à cultura entre diferentes classes sociais na capital acreana.

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Em relação à frequência a bibliotecas, 59% dos entrevistados das classes D e E afirmaram que não frequentaram uma biblioteca no último ano, enquanto apenas 8% disseram ter visitado uma. Na classe C, 37% nunca foram e 29% frequentaram no último ano. Já nas classes B e A, os índices de visitação no último ano foram de 33% e 35%, respectivamente.

O acesso ao cinema também variou entre as classes. Entre os pertencentes às classes D e E, 45% nunca foram ao cinema, enquanto 20% frequentaram no último ano. Na classe C, 26% nunca foram e 43% foram recentemente. Os maiores percentuais de presença foram registrados nas classes B (65%) e A (59%), com apenas 5% e 21%, respectivamente, nunca tendo ido ao cinema.

Outras manifestações culturais também apresentaram disparidades. O circo, por exemplo, foi visitado no último ano por apenas 4% da população das classes D e E, enquanto 69% nunca foram. Na classe C, 51% nunca foram e 9% assistiram a um espetáculo circense no último ano. Já na classe A, o índice de visitação chegou a 37% no último ano.

A leitura de livros também revelou uma diferença marcante entre as classes sociais. Enquanto 54% da população das classes D e E afirmaram nunca ter lido um livro, 29% declararam ter lido no último ano. Na classe C, 54% leram um livro no período recente, enquanto na classe A esse índice chegou a 79%.

Os dados também apontam baixa frequência a museus, exposições de arte ou espaços históricos. Na classe D, 77% nunca visitaram esses espaços e apenas 11% foram no último ano. Na classe C, 58% nunca foram e 17% frequentaram recentemente. A maior presença foi registrada na classe A, onde 13% afirmaram ter visitado esses espaços no último ano.

A pesquisa também revelou que o teatro ainda é uma atividade pouco acessada pela população. Na classe D e E, 82% nunca assistiram a uma peça, stand-up ou musical, e apenas 4% compareceram a um evento desse tipo no último ano. Na classe C, 60% nunca foram e 17% compareceram recentemente. Entre as classes B e A, metade dos entrevistados nunca frequentou um evento teatral.

O estudo também avaliou, além da classe social, indicadores como orientação de gênero, escolaridade, faixa etária, religiosidade, acesso à internet, raça, estado civil e filiação.

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