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Leucemia e tumor cerebral são os cânceres mais frequentes em crianças, diz oncologista

Foto: Dra. Valéria Paiva é a convidada do Médico 24 Horas desta semana I Whidy Melo/ac24horas
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O médico e apresentador Fabrício Lemos entrevistou no programa Médico 24 Horas exibido nas redes sociais do ac24horas nesta segunda-feira (17) a médica oncologista pediátrica Dra. Valéria Paiva, que fornece um panorama sobre a incidência de câncer no estado.

De acordo com Valéria, o câncer em crianças é raro, sendo a sua incidência 0,5% a 2% da mesma patologia em adultos, mas no Acre, o número de diagnósticos em criança chegou a 7%, em razão da característica populacional do estado. “Isso não quer dizer que no Acre a incidência de câncer em criança é maior, quer dizer que a população do estado era mais jovem. A pirâmide mostrava, em Censo, que mais de 50% da população do Acre era menor de 19 anos. No entanto, não há diferença de diagnósticos no nosso estado em relação a outros locais, mas no mundo, temos observado o aparecimento de tumores em adultos jovens, de 30 a 40 anos”, disse a médica. As razões para a mudança na ação da doença, alerta a oncologista, tem relação com a mudança no comportamento da população e fatores ambientais. “São fatores ambientais que estão envolvidos, como alimentação, a ingestão de água de poço, e outros”, explica.

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À respeito do câncer em crianças, os diagnósticos de pacientes no Acre seguem a frequência da epidemiologia mundial. Os diagnósticos mais regulares são leucemia, tumores cerebrais, linfomas e tumores ósseos. “Se formos falar em tumores sólidos, o tumor cerebral é mais comum. O diagnóstico do tumor cerebral muitas vezes não causa convulsão, a criança não para de andar, às vezes só gera dor de cabeça e vômito, e por isso é importante a valorização dessas queixas”, afirma a médica. Este tumor tem sua maior incidência de crianças recém nascidas até os 15 anos, mas é bem mais comum entre 4 e 10 anos.

Como as crianças lidam com o diagnóstico e iminência da morte

Valéria Paiva diz que a comoção em torno do tema do câncer em crianças é comum no mundo todo e pode estar ligado à expectativa de que na figura dos mais jovens está depositada a esperança de mudar o mundo e de fazer a diferença, mas lembrou das chances de cura e da capacidade resiliente dos mais jovens. “Eu faço um procedimento numa criança e ela pode não estar sentindo, mas pergunte para uma mãe ou para um pai. É onde está o nosso coração e isso é sofrido porque além do sofrimento do paciente, isso envolve toda a família. Mas há chance de cura e os mais jovens superam muito rápido. A criança não tem o medo e a ansiedade do adulto, ela chora quando dói, quando para de doer ela para de chorar”, disse.

Na convivência clínica, segundo Paiva, é comum que, diante da inevitabilidade da morte, as crianças se comportem de maneira a poupar o sofrimento dos pais. “Eu acredito que todo mundo sabe quando vai morrer. As crianças começam a se manifestar de uma forma diferente. Quando sabem, é muito difícil externar, mas fazem de tudo para proteger os pais do sofrimento. Mas faz muita diferença a união da família, a fé, o apoio e o pensamento positivo. Tem criança que chega muito bem e não consegue sobreviver, como tem criança que chega com 1% de chance e sai a salvo, e é isso que mostramos, que vamos fazer o melhor para a criança se salvar e temos muitos casos no Acre difíceis que foram um sucesso”, afirma. .

Assista ao episódio completo:

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