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Militares revelam que salários do Acre são um dos piores do país

Foto: Sérgio Vale/ac24horas
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Os deputados que compõem a Comissão de Segurança Pública se reuniram nesta quarta-feira, 12, na sala de reuniões da Assembleia Legislativa, com militares ligados às associação da Polícia Militar e dos Bombeiros, para ouvir suas pautas de reivindicação junto ao governo para valorização salarial.

O tenente-coronel Araújo destacou que as categorias militares têm várias pautas e afirmou que desde 2018, na eleição em que o governador Gladson Cameli se elegeu, existia uma grande expectativa de mudança.

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“Temos várias pautas. Em 2018 a gente tinha uma grande expectativa com a candidatura do Gladson e o vice militar, que era o Major Rocha. Nós sempre tivemos o salário menor que as outras categorias. A gente não vê razão dos militares ganharem menos que outras categorias e chega um período que o salário trava e não evolui. A polícia mais honesta do Brasil deveria ser valorizada e eu acho que o governador tem que reconhecer que a PM precisa ser bem remunerada. Temos uma polícia e bombeiros que se respaldam pela ética e também em ser orgulho para o Acre. Nós não gostamos de protestar, mas somos obrigados a ir para rua para cobrar”, enfatizou.

Foto: Sérgio Vale/ac24horas

Já o sargento Sostenes, Tesoureiro da Associação dos Praças da Polícia Militar, que os militares não tem PCCR e que a valorização ocorre através das promoções. “Os militares não tem PCCR. A nossa valorização ocorre atráves da promoção. O militar entra como praça e em 9 anos ele chega em terceiro sargento. Os aumentos salariais são pequenos. Os oficiais da mesma forma, eles conseguem até capitão e Major. A nossa luta é para dar dignidade a carreira. A gente visualiza uma melhoria, mas salarialmente a gente não tem garantia alguma que terá uma progressão por não ter uma carreira. Nós queremos que os militares trabalhem sem a preocupação constante da inflaçào que corrõe a remuneração. A segurança é delicada e nós temos que ter a melhor cabeça possível sem se preocupar com isso. A nossa luta tem a ver com a qualidade do serviço que vamos prestar a sociedade. A nossa luta não é só querer ganhar mais, mas nós estamos atrás de uma carreira”, defendeu.

Foto: Sérgio Vale/ac24horas

O deputado Gene Diniz (Republicanos), presidente da Comissão de Segurança, enfatizou que de uma turma de 600 muitas vezes apenas 20 são promovidos em janelas. “Dificilmente um policial é promovido. Tem policial que pode passar 10 anos sem ser promovido. Isso traz prejuízo imenso para a categoria. A progressão horizontal é algo que a gente defende”, disse.

O subtenente Carlinho Morais revelou que um documento foi entre a várias autoridades do Estado e somente a Secretaria de Segurança se propôs a ouvir as reividicações dos militares. “A nossa pauta é que estamos desde 2015 sem nenhuma negociação salarial. 2018 foi a ultima vez que recebemos uma parcela de 2015. Hoje é o cargo chefe de todas as categorias. Da mesma forma que devemos valorizar a saúde e educação, tenho 25 anos de Polícia a gente ouve as mesmas coisas que as coisas vão melhorar. Hoje temos deficit de efetivo e temos deficit de preparo ideal para o militar. Não adiantar ter melhor carro, melhor armamento, melhor farda e o militar que tá na rua não tem valorização. Hoje a defasagem salarial está em 54%, segundo o IPCA.”, disse o militar, afirmando que o militar praça do Acre tem o 22⁠º pior salário do país e o oficiail o 24⁠º do Brasil.

Apesar das reivindicações, nenhum membro do governo do Acre esteve presente na reunião para ouvir as pautas reivindicadas.

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