O deputado estadual Fagner Calegário (Podemos) levantou nesta quarta-feira, 12, preocupações sobre a defasagem nos pagamentos de empresas terceirizadas contratadas pelo governo, destacando que algumas conseguem manter seus contratos em dia, enquanto outras enfrentam dificuldades para arcar com benefícios trabalhistas e impostos.
Durante entrevista ao Boa Conversa Edição Aleac na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), ele afirmou que o déficit de repactuação já ultrapassa R$ 50 milhões, obrigando empresários a recorrerem a empréstimos bancários para manter suas atividades.
“Hoje posso afirmar que temos um déficit de mais de R$ 50 milhões de repactuação. As empresas estão pegando empréstimos bancários, e o lucro elas não estão vendo mais. Há atrasos de impostos, FGTS e INSS. A falta de reajuste nos contratos vem causando esse efeito: primeiro quebra a empresa e depois o trabalhador”, declarou.
Calegário ressaltou que o impacto maior recai sobre os trabalhadores, que ficam sem seus direitos garantidos. Para ele, a situação exige uma solução urgente para evitar mais prejuízos ao setor.
O parlamentar também falou sobre sua posição no partido, Podemos, e o futuro político da legenda. Calegário destacou que o grupo tem crescido e se preparado para novos desafios, mas ponderou que uma eventual candidatura à Câmara Federal será decidida com prudência.
“Na Aleac, todo mundo pensa em ir para a Câmara Federal, é um sonho que a gente sonha com a equipe. Mas essa decisão não será baseada no ego ou na vaidade, e sim nas condições necessárias para disputar”, afirmou.
Sobre a liderança do Podemos na Aleac, Calegário revelou desconforto com decisões que não passaram por seu conhecimento. Ele enfatizou sua postura independente, deixando claro que não quer causar embaraços dentro da sigla. “Para mim, estar nessa figura de líder fica difícil quando não sei o que aconteceu. Não me sinto confortável nem seguro para falar pelo partido. Meu posicionamento é independente, e o que for positivo, a gente vai apoiar”, finalizou.