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Após covid, bactérias multirresistentes podem virar novo caso de saúde pública no mundo

Foto: Whidy Melo/ac24horas
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O médico e apresentador Fabrício Lemos entrevistou no programa Médico 24 Horas exibido nas redes sociais do ac24horas desta segunda-feira (3), o médico infectologista Dr. Alan Areal, que falou sobre o panorama das doenças infecciosas no Acre e no mundo.

De acordo com o Areal, a pandemia da covid-19 foi um marco da profissão no mundo e as mudanças climáticas, as condições extremas das intempéries naturais acendem alerta para a necessidade de melhorias das estratégias no combate de doenças infecciosas. “Já estamos vendo, recentemente na europa, na Inglaterra, pneumovírus causando pneumonias graves em pessoas jovens. A covid-19, agora em dezembro, internou pessoas jovens, com um vírus que tem alta capacidade de mutação. É possível que nós, se não estivermos preparados, tenhamos que enfrentar em um curto prazo, situações desafiadoras. A intenção não é apavorar a população, mas há uma corrente na infectologia que acredita que a questão, por exemplo, das bactérias multirresistentes, que é uma inevitabilidade evolutiva, cause um problema muito grave. Onde quer que você vá, há o desafio de tratar doenças de bactérias multirresistentes, que estão em ambientes hospitalares e não respondem a nenhum antibiótico”, disse.

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Foto: Whidy Melo/ac24horas

Em questão de Dengue, Dr. Alan Areal destaca a necessidade de intensificação das formas de combate ao mosquito e disse que o programa Aedes do Bem – uma das estratégias para combate ao mosquito da dengue em Rio Branco – é questionável. “É necessário coleta de lixo, limpeza das áreas, isso tudo custa pouco e é importante. Essa experiência com Aedes do Bem não é novidade, é um trabalho com mutação genética onde o mosquito fêmea que transmite a doença teoricamente passa a não transmitir mais. É uma técnica que está em estudo, não sei qual é a estratégia adotada, mas é alguns municípios de São Paulo tem adotado essa estratégia, que, de fato, é questionável. Se funcionar, tudo bem, e tomara que funcione, porque o investimento de R$ 5 milhões é muito alto”, afirmou.

Assista ao Médico 24 Horas na íntegra:

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