O policial federal Wladimir Matos Soares, preso nesta terça 19 sob suspeita de participação no plano para assassinar o presidente Lula (PT), participou da segurança do petista após ele ser eleito e antes da posse, em 2022.
A informação consta na decisão judicial do Supremo Tribunal Federal que pediu a prisão preventiva do militar e de outros quatro suspeitos. O texto destaca que o agente atuou “na parte do planejamento operacional que previa o assassinato do presidente e do vice-presidente Geraldo Alckmin“.
“Com nítido desprendimento das consequências nocivas em torno da conduta, forneceu informações do aparato que, à época, estava mobilizado para assegurar a vida e integridade física do presidente eleito, indicando a extensão e capacidade de segurança”, grafa, em um trecho da decisão, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
Ainda segundo a apuração, o policial atuou a favor da organização criminosa que previa consumar um golpe de estado, fornecendo informações que pudessem subsidiar ações caso o golpe fosse assinado.
“O planejamento operacional denominado ‘Punhal verde amarelo’ tinha como uma das possibilidades assassinar o então candidato eleito Lula por envenenamento ou uso de químicos para causar um colapso orgânico”, prossegue Moraes na decisão.
“O investigado, aproveitando-se das atribuições inerentes o seu cargo no período entre a diplomação e posse do governo eleito, repassou informações relacionadas a estrutura de segurança do presidente Lula para pessoas próximas ao então presidente Jair Bolsonaro aderindo de forma direta ao intento golpista”, acrescenta o magistrado.
Segundo a decisão, se os investigados estiverem em liberdade, pode haver supressão de elementos de prova relevantes para desvendar por completo as circunstâncias de ação do grupo.
FONTE: CARTA CAPITAL