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Jorge Viana lidera encontro inédito que define estratégia comercial do Brasil para a Ásia

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O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, liderou um intercâmbio inédito de três dias que reuniu adidos de comércio, tecnologia e agricultura, diplomatas e representantes de empresas com o objetivo de traçar uma estratégia para fortalecer o comércio do Brasil com a Ásia — região de crescimento econômico acelerado.

O evento, realizado em Bangkok, na Tailândia, foi planejado para alinhar as políticas desenvolvidas em Brasília com a realidade vivida no dia a dia asiático, buscando ampliar os mercados para produtos brasileiros na Ásia e na Oceania. A principal ênfase foi no bloco da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), que inclui países como Indonésia, Tailândia e Vietnã, formando a quinta maior economia mundial, com PIB de US$ 3,8 trilhões. Em 2020, o bloco Asean superou o Mercosul como destino das exportações brasileiras.

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Jorge Viana destacou o potencial crescente da região para o comércio exterior do Brasil, mencionando que as exportações brasileiras para a Asean aumentaram 8,8% até setembro de 2024, em comparação ao mesmo período de 2023, evidenciando a mudança do eixo econômico global em direção à Ásia.

Além disso, o encontro abordou o impacto das tensões geopolíticas atuais, como os conflitos no Oriente Médio e a rivalidade entre China e Estados Unidos, apontando a neutralidade diplomática brasileira como um diferencial no fortalecimento dos laços comerciais com países da região.

A diversificação da pauta exportadora, para além das commodities como soja e carnes, também foi tema central. Segundo Igor Celeste, gerente de inteligência de mercado da Apex, produtos de valor agregado, como itens da indústria de defesa, fármacos e ingredientes para alimentos e higiene, são setores estratégicos para aumentar a participação brasileira na cadeia produtiva da Asean.

Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), destacou como a exportação de pés de frango para a China exemplifica a complementaridade entre os mercados. Esse item, muito valorizado pelos chineses, alcança um preço até oito vezes maior do que no Brasil, onde é usado para ração.

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