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Mutilações, pressão psicológica e polícia: Jovem e ex-namorada desaparecem

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Familiares da adolescente Maysa da Silva Gega, de 15 anos, e de seu ex-namorado, Ayke Marinho, de 20 anos, procuram pelo casal, que está desaparecido desde a última quinta-feira (10), vistos pela última vez no bairro Portal da Amazônia, em Rio Branco.

De acordo com informações das famílias, o relacionamento entre os dois começou em janeiro de 2024 e terminou em meados de julho, depois que Mayara, mãe de Maysa, não concordou com a diferença de idade entre os dois e entendeu que o rapaz pressionava sua filha. “Não permiti mais o relacionamento, ele estava fazendo pressão psicológica com ela. Começaram a passar do limite e quando eu comecei a limitar as interações, ela parecia tranquila, mas ele fazia chantagens, ligava pra Maysa de madrugada, aparecia na escola dela, chegou a um ponto que ela começou a se mutilar”, disse a mãe da menina.

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Comportamentos abusivos levaram a polícia até a casa de Maysa

Com a proibição do relacionamento, o casal passou a se encontrar às escondidas. Mayara conta que por três vezes flagrou o rapaz em sua casa e tentou remediar a situação, mas na última vez, chamou a polícia para retirá-lo.

“Ele veio na minha casa escondido três vezes, na primeira e segunda vez eu conversei com ela e na terceira eu chamei a polícia, que pediu pra ele se retirar. Qual mãe não ficaria chateada, se ele já tem um histórico de surto, violência?”, argumenta.

O dia do desaparecimento

Na quinta-feira (10), segundo a mãe, Maysa agiu normalmente. Foi à escola, retornou para o almoço, lavou roupa, arrumou o quarto, conversou, deixou um bilhete dizendo que amava Ayke e pediu que a mãe passasse sua guarda para ele. “Eu entrei em contato com o pai dele para quando Maysa chegasse lá, ele pegasse ela e trouxesse para casa”, narra Mayara.

Mário Marinho, pai de Ayke, contou à reportagem que no dia do desaparecimento a Maysa chegou à sua casa por volta das 18h30. “Ela não queria voltar pra casa, estava com mochila e tudo. Eles ficaram uns 40 minutos aqui no portão conversando, peguei ele e disse ‘meu filho, vá deixar a menina em casa’, e ele disse ‘pai, ela não quer mais ir pra casa, já’, eu disse que ela não podia sair de casa assim. Ele me pediu um dinheiro pra pagar a passagem dela, dei o dinheiro da passagem e disse ‘tá aqui, vá deixar ela em casa e volta’. Aí desse momento já não atenderam mais telefone, não chegou mensagem, não tivemos mais contato”, afirmou.

Investigação

O boletim de ocorrência a que o ac24horas teve acesso foi lavrado ainda na madrugada da sexta-feira (11), por Mayara da Silva, mãe de Maysa. De lá para cá, não houveram avanços na investigação policial. “A polícia diz que não pode fazer muita coisa, é o que sempre falam. Hoje vou na delegacia do Tucumã, ver o que eles podem fazer ou me jogar pra outro local. Até o momento há uma omissão”, disse.

Com uma investigação oficial empacada, Mayara conseguiu verificar que a última localização conhecida de sua filha foi no ônibus da linha Jequitibá/Cidade da Justiça, na manhã de domingo (12). “Eu não sei se ela permanece desaparecida por vontade própria, mas a família está aflita. Só quero que ela volte pra casa”, concluiu Mayara.

Caso alguém tenha notícias de Maysa, entrar em contato com Mayara pelo número (68) 99248-9719. O pai de Ayke também pede ajuda para encontrar o filho. Quem tiver informações do rapaz, entre em contato com Mário pelo número (68) 99998-2325, apenas via WhatsApp.

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