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Serpentes, tatus e jabutis são principais vítimas de incêndio no Acre

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O incêndio no Ramal do Batoque, em Mâncio Lima, já está no terceiro dia queimando a vegetação rasteira, árvores e animais. Segundo o Corpo de Bombeiros, 25 hectares foram consumidos pelo fogo e animais foram achados mortos. O comandante da corporação , capitão Josadac Ibernon, diz que a ação dos bombeiros, moradores e do uso de máquinas, evitou que fogo queimasse casas da localidade.

O trabalho árduo das equipes conta com apoio de brigadistas, moradores e máquinas da prefeitura de Mâncio Lima.

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“Fomos acionados segunda-feira à tarde e de pronto já empregamos equipes que trabalharam de dia e à noite. Então, se não tivesse essa ação e com a ajuda das máquinas de imediato, essas residências poderiam ser tomadas pelo incêndio. Esse trabalho é árduo, cansativo, esse incêndio tomou duas frentes distintas, por isso foram duas equipes para fazer esse controle e impedir que avançasse tanto para a floresta nativa quanto para as residências que ameaçavam serem invadidas pelas chamas e também a fumaça que estava prejudicando bastante os moradores. Constantemente, estamos encontrando serpentes, tatu, jabuti, tartaruga, infelizmente encontramos esses animais mortos pelo incêndio. Às vezes, dentro de um quintal, ameaçando a vida das pessoas”, contou o comandante.

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Ele relata que o incêndio é combatido de acordo com o tipo de vegetação, solo e da situação. “Esse trabalho é bem diversificado porque depende muito do tipo de vegetação do terreno em que acontece o incêndio. No Batoque é um tipo de vegetação rasteira em uma parte da região de pasto e outra é uma mata secundária, com mais dificuldade de acesso e a outra é um buritizal bem maior. Então, dependendo da situação, tem tipos de combate diferente, tem o combate direto utilizando o extrato de bicarbonato, e também as máquinas pesadas, para fazerem ali uma barreira, impendindo que o incêndio se propague. Então ali próximo das residências, foram utilizados as máquinas pesadas para fazer o aceramento impendindo o avanço do incêndio. Na região mais próxima do Buritizal, utilizamos o ataque direto, com as bombas postais e também uns kits que vão na carroceria das caminhonetes que consegue adentrar em um dos terrenos. Nesses locais não é possível entrar os caminhões, porque o solo não suporta esse tipo de viatura. Então o trabalho é praticamente manual, às vezes tem que utilizar a enxada, o facão, para evitar que o incêndio avance”, conta o militar.

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