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“Se for pra comprar voto, nós vamos perder a eleição. Não temos dinheiro”, diz Tanizio Sá

Foto: Jardy Lopes

O deputado estadual Tanízio Sá (MDB) foi o entrevistado do jornalista Roberto Vaz durante a transmissão do Bar do Vaz, no ac24horas, nesta terça-feira, 17, e relatou um pouco do cenário político do Acre nas eleições de 2024.

No bate-papo, Sá voltou a reafirmar a veracidade do áudio em que o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, afirma que quebrará a cidade para eleger o seu aliado, o deputado Gilberto Lira. “Comentei esse áudio que foi publicado. Áudio é autentico. É sério quando ele fala que quebra o município. Eu fiz um comentário lá. E pegaram o áudio meu e mandaram para o Mazinho e me ligou e me chamou de vagabundo. Trabalhei com seriedade a minha vida inteira. Provoquei o MP Eleitoral e demais instituições. Está sendo apurado. Eu já fui aliado dele, sonhamos crescer a nossa região, mas Manoel Urbano cresceu muito e Sena Madureira ficou para trás e por algum motivo nos distanciamos”, pontuou o parlamentar que apoia a candidatura do deputado federal Gerlen Diniz. Para ele, Gerlen está eleito. “O Gerlen vai ser prefeito de Sena Madureira. Não tem como virar. O povo quer mudança. O Gerlen é duro e direito e vai fazer o melhor pela cidade”, disse.

Foto: Jardy Lopes

Tanízio relembrou também a questão do deficit do Acreprevidência. Segundo ele, em 10 anos o rombo anual nas contas públicas será de R$ 2 bilhões caso o governo não tome providências a respeito. “O governo repassa para o Acreprevidência R$ 72 milhões por mês que chega a R$ 1 bilhão por ano. Nós temos que começar a discutir essa questão depois das eleições. Os Sindicatos estão sabendo. As aposentadorias podem se tornar fictícias. Nós vamos sentar e chamar a responsabilidade e vamos tomar as providências”, pontuou.

O deputado emedebista afirmou que se culpa pelo MDB não ter deputado federal e se culpa por isso. Ele afirmou que trabalha para fortalecer as bases no interior e afirma que não será candidato a câmara, mas que busca consenso para fortalecer pessoas para o partido ter representante em Brasília.

Sá revelou os motivos de apoiar Marcus Alexandre, candidato do MDB na capital. Ele destacou que foi um dos responsáveis por tirar o ex-prefeito do PSD do senador Sérgio Petecão e revelou que até mesmo o PP queria ele para ter como candidato. “O Marcus é um estadista. Disputei com ele a eleição da AMAC na época e a prefeitura de Rio Branco é a principal força que financia a Associação. Mesmo perdendo, ele não retirou apoio da AMAC. Ele é diferenciado. Sou fã dele. Ele tem palavra”.

Sobre a aliança do MDB com o governo que tentou articular, Tanizio diz que fez de tudo para que isso desse certo, mas fatores ligados a terceiros impossibilitaram. “A chapa dos meus sonhos era Marcus e Alysson Bestene, mas paciência. Eu acho que o Alysson não vai dar certo com o Bocalom, mas tenho certeza que daria certo com o Marcus”, enfatizou.

Já com relação à gestão de Bocalom, Tanizio Sá afirma que as 1001 casas que ele prometeu e não cumpriu pesa muito numa eleição. “Eu não faria casas de madeira. As madeiras vão se acabar. Uma casa dessa com a chuva que vem na nossa região e o sol que tem, a casa se acaba. Acho que ele fez muita promessa e não cumpriu. Ele fala muito do passado e esquece o presente”, disse.

Foto: Jardy Lopes

O deputado questionou os números da pesquisa Quaest, apesar de reconhecer que o Bocalom cresceu na campanha. “Não é só eu. O Acre inteiro questiona. Primeiro o Bocalom sobe 11 pontos e o Marcus desce. O que aconteceu pra isso acontecer? Temos muita gente com a gente, não tem fato novo. Espero que outro Instituto faça valer a verdade. Que o Bocalom cresceu é fato, mas não para aquele nível”, ponderou.

Com relação do primeiro debate na TV, Tanizio afirmou que Jenilson Leite e Emerson Jarude trabalharam para ajudar Bocalom. “Eu vejo com muita tristeza o Jenilson e o Jarude só falaram do Marcus. Sendo que o prefeito é o Bocalom. As perguntas pareciam que era pra ajudar Bocalom”, disse.

Sobre compra de votos, Tanizio afirmou que o MDB deu a estrutura para seus candidatos, mas que se depender disso para comprar votos, perderão. “Se for pra comprar voto, nós vamos perder a eleição. Não temos dinheiro”, disse.

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