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Pai de bebê confirma combustível em barco, fumantes e que piloto abandonou passageiros

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O pedreiro Raimundo Ailson, conhecido como ‘Nego Pedreiro’, que estava com a esposa e o filho recém-nascido no barco que pegou fogo nessa semana, quando seguia para Porto Walter, próximo ao encontro dos rios Valparaíso e Juruá, conta que o homem que pilotava a embarcação pulou na água no início do incêndio, abandonando os passageiros.

Para salvar o bebê de 10 dias, o pedreiro pulou dentro do rio com o filho. Ele confirma que no barco, além dos passageiros, havia combustível e gente fumando.

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“Tinha combustível mesmo no barco e pessoas que estavam fumando encostadas no motorista. Tinha colete de salva-vida, mas ninguém usou. O rio está seco, mas aí nessa hora que começou o fogo, o rabetão tava no meio do rio, e era no canto fundo. Aí incendiou tudo. Nessa hora, o motorista caiu na água e não pensou nem uma vez em salvar nós e como nos tirar de lá. Caiu na água e deixou a lancha pegando fogo no meio do rio. Eu com a minha criança, com 10 dias de nascido, pulei na água com ele, fui até o chão com ele, consegui voltar, subir. Levando o meu filho de mão para cima, quase morro afogado com ele, mas graças a Deus, Ele me deu a vitória e eu consegui sair. Fizeram exame nele, graças a Deus está tudo perfeito com ele”, relata o homem.

O caso aconteceu na última segunda-feira, 5, no Rio Juruá, quando o barco seguia de Cruzeiro do Sul para Porto Walter. Cerca de oito pessoas estavam no rabetão. O piloto do barco seguiu de imediato, de carona, em outra embarcação para Porto Walter e os passageiros, incluindo o bebê e os pais dele, foram atendidos pela equipe de saúde da Unidade de Saúde Fluvial, Marieta Cameli, que fica ancorada região do Rio Valparaíso, para atender a população ribeirinha.

O Corpo de Bombeiros não foi acionado para ir até o local da embarcação. O barco pertence a um homem conhecido por Duda e era pilotada por outro, identificado por Curupira.

João Pedroza Neto, um dos responsáveis pelo barco, disse que o combustível que ia na embarcação era só para o reabastecimento do rabetão, mas que não sabia ao certo quantos litros de gasolina eram levados junto com os passageiros. O celular do condutor do barco segue fora da área de serviço.

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