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Chico Mendes é homenageado pelo Boi Caprichoso no festival de Parintins

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O Festival Folclórico 2024 em Parintins, um espetáculo intitulado “Amazônia: Nossa Luta em Poesia”, ocorreu durante os dias 28 e 29 de junho, reunindo diversas lideranças indígenas e ambientalistas para celebrar a cultura regional e destacar as questões ambientais que afetam a região. Durante a apresentação do Boi Caprichoso, Ângela Mendes, filha mais velha de Chico Mendes, esteve presente para receber uma homenagem pelo legado do ambientalista acreano em Parintins, no Amazonas.

O momento contou com as ilustres presenças de lideranças indígenas, negras, e defensores da causa ambiental, como o tuxaua David Kopenawa, Vanda Witoto, Angela Reis (filha de Chico Mendes), Alessandra Munduruku, Sâmela Sateré, Beto Marubo, Djuena Tikuna, Thais Kokama, Nelson Mendes e J. Cunha.

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Cultura – O Triunfo do Povo

O macro projeto “Cultura – O Triunfo do Povo” foi apresentado em três espetáculos. Na sexta-feira (28 de junho), “Raízes: o entrelaçar de gentes e lutas” abriu as apresentações. “O Caprichoso proclama o triunfo do povo com foco nas nossas culturas: culturas plantadas, nascidas e sustentadas no meio da Amazônia Brasileira, magistralmente triunfal no entrelaçar de negros e negras, indígenas, ribeirinhos e ribeirinhas, mestres e mestras da cultura popular local”.

O segundo ato (29 de junho) teve como tema “Tradições: o flamejar da resistência popular”. Nesta noite, “a tradição é o fio condutor da narrativa. O boi vai falar daquilo que cultiva com todo o cuidado: as tradições que dão vida ao Boi Caprichoso. Tradições que não se vestem de pretensões de se manterem estanques, mas sim aquelas que são experimentadas, revividas, e ressignificadas diariamente no cotidiano do povo, do torcedor, renascendo em cada Festival”.

O Caprichoso fechou o espetáculo com a temática “Saberes: o reflorestar das consciências”. “O Boi Caprichoso torna-se, nesta noite, escoadouro de vozes da ancestralidade em diversas expressões de saberes. Saberes milenares, nascidos em aldeias, protegidos por mocambos, navegantes em canoas, rabetas e barcos, por nossos ribeirinhos e ribeirinhas. De gente minorizada que semeou conhecimentos e, em metáfora popular, louva em procissões, reflorestando consciências. Reflorestar aprendido na necessidade de manter de pé o verde!”.

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