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Sindicalista: “contraproposta para acabar greve da Ufac tem números distorcidos”

Foto: Whidy Melo/ac24horas
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O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Terceiro Grau do Acre (SINTEST-AC), Alexsandro Braz, disse ao ac24horas que os números apresentados na contraproposta do Governo Federal para tentar por fim à greve dos técnicos de universidades federais estão distorcidos.

Segundo Braz, a proposta anunciada pelo governo na tarde dessa terça-feira (11) em Brasília, após reunião com movimentos sindicais, traz números distorcidos, como a maioria das informações dadas pela gestão, e ainda não há decisão sobre como a classe vai reagir.

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“Pra começar os números estão distorcidos, aliás, como maioria das informações vindas do governo federal em relação a essa negociação. O posicionamento da categoria só será feito após as rodadas de assembleias de base em todo país. Esse é o procedimento”, disse o sindicalista.

De acordo com o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), a nova proposta prevê reajuste médio de 29,6% em quatro anos, já contando o reajuste geral de 9% dado a todos os servidores federais no ano passado, além de progressão de 4% a partir de 2026. O reajuste final ficou entre 25% a 44% dependendo da classe e do nível na carreira, segundo a pasta. A proposta anterior previa reajuste médio de 28%, sem aumento no percentual da progressão de carreira (nível salarial).

No Acre, a categoria representada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Terceiro Grau do Acre (SINTEST-AC) participa do movimento grevista na Universidade Federal do Acre – UFAC e tem demandas internas e externas.

O movimento exige do Governo Federal a recomposição salarial, reestruturação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), recomposição do orçamento das universidades, que há bastante tempo vem sofrendo cortes e restrições, e revogação de atos administrativos criados no governo Bolsonaro.

À reitoria, a lista de exigência é ainda mais longa: A implantação de uma política efetiva de combate ao assédio moral e sexual no âmbito da UFAC; a implantação do Programa de Gestão de Desempenho; a formulação de uma norma que estabeleça critérios objetivos para a relotação de servidores técnicos-administrativos; a formulação de norma interna que estabeleça critérios objetivos para solicitação de redução de carga horária para pessoas com deficiências; formulação de norma interna que estabeleça critérios objetivos de dimensionamento/redimensionamento de servidores; a recomposição de servidores TAE lotados no Colégio de Aplicação; o aprimoramento da gestão de trabalho da CAPSI por meio da contratação de novos servidores; a criação de políticas permanentes de assistência e acolhimento psicológico aos servidores da UFAC para promoção da saúde mental.

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