Menu

Acre já registra 5 casos de feminicídio no primeiro semestre de 2024

Foto: reprodução
Receba notícias do Acre gratuitamente no WhatsApp do ac24horas.​

O estado do Acre contabilizou cinco casos de feminicídio ainda no primeiro semestre de 2024, número que se equipara ao mesmo período do ano anterior. A informação foi fornecida pela procuradora do Ministério Público do Estado do Acre (MP-AC), Patrícia Rêgo, nesta terça-feira (11).

De acordo com a procuradora, dois dos crimes ocorreram na capital, Rio Branco, dois em Feijó e um em Tarauacá. Os dados indicam que, mesmo antes do término do semestre, os números já alcançaram os do primeiro semestre de 2023, que também registrou cinco feminicídios.

Anúncio

A procuradora revelou que o Brasil mantém a quinta posição no ranking mundial de países com maior número de assassinatos de mulheres. Os estados do Acre, Rondônia e Tocantins estão empatados em segundo lugar como os mais violentos para mulheres, com uma taxa de 2,4 mortes por 100 mil habitantes. Enquanto o Acre e Tocantins apresentaram um aumento nas taxas de feminicídio de 11,1% e 28,6%, respectivamente, Rondônia obteve uma redução de 20,8%.

Conforme os dados mais recentes do Ministério Público do Acre (MPAC), divulgados pelo Observatório de Violência de Gênero em 29 de abril deste ano, a maioria das vítimas de violência de gênero são mulheres de cor parda ou preta, representando 85% dos casos. Além disso, 15% das vítimas estão na faixa etária de 25 a 29 anos.

Patrícia Rêgo também mencionou que dos cinco casos de feminicídio deste ano, as vítimas não possuíam medidas protetivas de urgência. Além disso, a procuradora destacou que o Acre possui a segunda maior taxa de violência sexual do país, afetando vulneráveis, crianças e adolescentes, e uma alta incidência de violência doméstica. A representante do MP-AC enfatizou que o combate à violência de gênero é uma das prioridades da instituição. “Nós temos um centro de violência de gênero onde fazemos o acolhimento, realizamos campanhas educativas, debatemos essa questão com a rede, atendemos essas mulheres e realizamos o acompanhamento para a rede de proteção à saúde”, mencionou.

Patrícia ainda defendeu a inclusão de uma educação voltada para a igualdade de gênero para crianças e adolescentes. “A violência só vai diminuir quando nos educarmos, quando entendermos que homens e mulheres são iguais. Esse é um processo que demora e leva tempo”, declarou, enaltecendo a importância de denunciar os crimes. “As mulheres que morrem no Acre são aquelas que não procuram ajuda e não têm medidas protetivas. As cinco vítimas não tinham boletim de ocorrência ou medida protetiva”, afirmou.

86% dos agressores são parceiros ou ex-parceiros

Um estudo realizado pelo órgão controlador indicou que, em 86% dos casos de feminicídio, o agressor é o companheiro ou ex-companheiro, marido ou ex-marido, namorado ou ex-namorado da vítima. Além disso, foi constatado que armas brancas, como facas, foram utilizadas em 61% dos crimes.

A análise dos últimos seis anos mostra que o Estado registrou 72 vítimas de feminicídio. Atualmente, cinco investigações estão em curso, 29 processos foram instaurados, e 54 sentenças foram emitidas, resultando em 34 condenações e uma absolvição.

Siga o ac24horas no Google Notícias e seja o primeiro a saber tudo que acontece no Acre

Seguir no Google

Veja também

Newsletter

Fique por dentro do que acontece no Acre

Receba em primeira mão as notícias mais importantes do estado direto no seu e-mail. Política, economia, segurança e tudo que impacta a vida dos acreanos.