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Irmã de homem em situação de rua lamenta: “não aceita ajuda e é violento”

Foto: Whidy Melo/ac24horas
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A família de Pedro Barroso, de 63 anos, que foi personagem de reportagem nesta quinta-feira (16) no ac24horas por estar tremendo de frio e com casacos guardados, se pronunciou sobre o estado de saúde do homem, que mora em uma barraca em frente à Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco.

De acordo com Nilcilene Barroso, irmã de Pedro, ele morava em Xapuri, e é diagnosticado com esquizofrenia desde os 19 anos, e por conta do estado mental já foi violento com familiares. Em dado momento, queimou uma casa e saiu a pé de Xapuri com destino a Senador Guiomard, onde chegou a arrumar emprego de padeiro, mas durante um surto destruiu parte do estabelecimento e ficou desempregado.

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Já em Rio Branco, mesmo a contragosto, foi colocado em um apartamento onde raramente visitava. “Ele não ficava. A gente controlava mais ou menos ele chamando policiais que o visitavam por favor, mas ele colocava muito lixo, latinhas, preferia ficar na rua, pagávamos pra ele não morar”, afirmou a irmã.

Segundo a família, Pedro Barroso não aceita ajuda e pode ser violento com quem fale pela família, por acreditar numa conspiração familiar que teria levado o seu pai à morte. Mesmo assim, terceiros que são conhecidos de parentes repassam ajuda ao homem.

“Temos o maior cuidado, tem que dizer que é uma esmola, ninguém pode dizer que veio a mando de parente. Neste mês ele descobriu que uma amiga que repassava ajuda pra ele é transexual e ele não quer mais pegar nada, vamos ter que arrumar outra pessoa para monitorá-lo de perto. Ele não está abandonado, nos preocupamos com ele, mas fazemos o acompanhamento sem que ele perceba”, disse Nilcilene Barroso.

Diante da situação, assistentes sociais e até o Ministério Público do Acre já tentaram contato com a família. “Vêm falar tipo condenando, isso é muito ruim e injusto com a gente. Não sabemos o que fazer. Ele diz que não pode comer todo dia, come um dia sim e outro não, não come marmita porque diz que tem veneno, coloca água sanitária na boca pra se desinfetar. Não somos pessoas ruins, não é assim. Nós da família não podemos aparecer pra ele, minha irmã fez um bolo e foi entregar pra ele achando que não seria reconhecida e levou um murro na cara, pra você ver como a situação é difícil”, explicou Nilcilene.

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