Menu

Pressão de Ulysses e outros deputados adia votação de projeto de beneficia a Rede Globo

Receba notícias do Acre gratuitamente no WhatsApp do ac24horas.​

A votação do projeto de Lei que taxa streaming e o YouTube, e isentar da cobrança o Globoplay, serviço do Grupo Globo, foi retirada da pauta de votação da sessão da Câmara na noite desta terça-feira (15).

A medida foi determinada de ofício pelo presidente da Câmara Arthur Lima (PP-AL), após pressão de um grupo de deputados de oposição, dentre os quais o deputado Coronel Ulysses (União–AC). Na votação de requerimento de urgência para apreciação da PL sem tramitar nas comissões para ir direto para o plenário, somente o Ulysses da bancada do Acre votou contra a urgência do PL 8889/2017.

Anúncio

“Esse projeto é um escândalo, pois isenta o Grupo Globo de cobrança e taxa os serviços de streaming de outras plataformas que atuam no mercado brasileiro”, disse Ulysses. Para o deputado, a Câmara não pode criar privilégios para um grupo de comunicação e penalizar as demais plataformas de vídeos.

Relator do projeto de lei que regula serviços de streaming e vídeos sob demanda, o deputado André Figueiredo(PDT-CE) enviou aos líderes da Câmara nesse fim de semana um parecer preliminar. O texto de Figueiredo prevê taxar os streamings e o YouTube, mas isenta o Globoplay, serviço do Grupo Globo, da cobrança.

A tributação de serviços de vídeos sob demanda, televisão por aplicativo e compartilhamento de conteúdos audiovisuais, a exemplo de Netflix e YouTube, é prevista no projeto com o pagamento da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine).

Os valores da alíquota serão progressivos, até o máximo de 6% sobre a receita bruta no mercado brasileiro, incluindo receitas com publicidade.

Parecer do projeto isenta Globo e tributa influenciadores digitais

O Globoplay, streaming que reúne produções da Globo e outros conteúdos, no entanto, ficará de fora da cobrança. Ao especificar “Serviço de Televisão por Aplicação de Internet”, categoria a ser tributada, o parecer de André Figueiredo diz que a definição não inclui serviços do tipo promovidos por concessionárias de radiodifusão de sons e imagens, como o do Grupo Globo.

O parecer de Figueiredo submetido aos líderes da Câmara também trata da tributação de influenciadores digitais, que poderão pagar a Condecine referente a valores obtidos com visualização de seus conteúdos.

Para evitar que as plataformas repassem o custo da Condecine aos influenciadores, descritos como “importante categoria de formadores de opinião”, o texto diz que os aplicativos poderão deduzir metade do valor da taxa na remuneração dos influenciadores por monetização de visualizações.

O parecer preliminar do relator também incluiu uma cota de, no mínimo, 10% das horas do catálogo para conteúdos brasileiros. Dentro da cota, 50% dos conteúdos devem ser feitos por produtores controlados por mulheres, negros, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, pessoas de comunidades tradicionais e em situação de vulnerabilidade.

Outro ponto do texto é que 10% das receitas da Condecine serão destinadas a estas produtoras e, dentro desse percentual, pelo menos 30% das receitas devem ser destinadas a produtoras das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Siga o ac24horas no Google Notícias e seja o primeiro a saber tudo que acontece no Acre

Seguir no Google

Veja também

Newsletter

Fique por dentro do que acontece no Acre

Receba em primeira mão as notícias mais importantes do estado direto no seu e-mail. Política, economia, segurança e tudo que impacta a vida dos acreanos.