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Por que médicos decidem induzir o coma, como ocorreu com Silvio Luiz?

Narrador Silvio Luiz está em coma induzido após derrame ao vivo — Foto: Divulgação
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Silvio Luiz está intubado e em coma induzido. Ele sofreu um derrame trabalhando na transmissão digital da Record de Palmeiras x Santos, no mês passado. Na ocasião, o narrador se recuperou e voltou para casa poucos dias depois. No entanto, o quadro piorou na semana passada, e ele foi encaminhado para a UTI do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.

Entenda o coma induzido

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O coma induzido é uma prática utilizada pelos médicos para reduzir o metabolismo cerebral. Procedimento é usado de forma provisória para que o paciente se recupere de algum problema específico e para evitar sobrecarregar órgãos que estejam debilitados.

No caso de Silvio, ele foi colocado em coma pelos médicos em meio a um problema nos rins, de acordo com pessoas próximas ao narrador.

Ele não pode fazer hemodiálise (tratamento para pacientes com insuficiência renal) devido à fragilidade decorrente da idade avançada — Silvio completa 90 anos em julho. Assim, foi decidido induzir o coma.

O coma induzido é provocado por meio do uso de sedativos, e o seu tempo de duração é controlado. Ao final desse período, o despertar do paciente é estimulado gradativamente.

Coma é emergência médica

O coma não é uma doença, mas um sintoma que revela a presença de danos temporários ou permanentes das funções cerebrais. Quadro é a ausência prolongada de estado de vigília e do conteúdo da consciência, que engloba as funções mentais e cognitivas.

Entre suas características, estão: olhos fechados, ausência de resposta motora ou verbal, e estado de profunda inconsciência da qual não se desperta, mesmo diante de estímulos vigorosos.

Contudo, uma pessoa em coma pode ter respostas ocular, motora e verbal. Enquanto a abertura ocular é espontânea, não haverá resposta verbal ou motora; em outros quadros, a resposta verbal está presente, mas a motora e a visual não.

Entre as suas possíveis causas, destacam-se: AVC (Acidente Vascular Cerebral), traumas decorrentes de acidentes, problemas metabólicos como a hipoglicemia ou a hiperglicemia, parada cardiorrespiratória, convulsão, intoxicações e overdose de medicamentos, entre outras.

Embora possa se manifestar em pessoas de todas as idades, entre os grupos de risco para o coma se destacam os idosos, porque são mais propensos a doenças cerebrovasculares, reações tóxicas a fármacos, infecções, etc.

Considerado uma emergência médica, o coma exige a atuação de vários especialistas, como o generalista (clínico geral), neurologista, intensivista e até neurocirurgião. A depender da sua origem, espera-se uma boa evolução em poucos dias. Já os casos mais graves requerem cuidados em UTI (unidade de terapia intensiva).

Como é feito o tratamento? O objetivo terapêutico é trazer o paciente para o estado de normalidade o mais rápido possível. Como nem sempre se sabe qual é a causa do coma, a primeira estratégia terapêutica é promover o perfeito funcionamento dos sistemas do organismo para garantir condições como oxigenação, manutenção da circulação, controle da glicose, ajuste de temperatura, etc.

A recuperação desses pacientes é variável e dependerá da gravidade do quadro e das suas causas, além da idade e do tempo da duração do coma.

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