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Desativação de usina térmica no Juruá será como retirar de circulação quase 100 mil carros 

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Para garantir energia elétrica para a população de Cruzeiro do Sul, Mancio Lima e Rodrigues Alves, são utilizadas cerca 150 mil litros de diesel por dia para manter a usina térmica em funcionamento. Por mês, isso custa R$ 33 milhões em combustível. Por ano, a usina emite 119 mil toneladas de gás carbônico (CO2e) para a atmosfera, que é altamente poluente, contribui para o aquecimento global e até para a proliferação de doenças respiratórias na população. De acordo com a Energisa, que distribui a energia, ao desligar a térmica de Cruzeiro do Sul será como se fossem retirados das ruas 95,2 mil carros.

A descarbonização será feita com a conexão da região ao Sistema Interligado Nacional -SIN. deve acontecer em 2025, por meio do linhão que está sendo feito. Com isso, toda a região será atendida pela mesma energia que mantém Rio Branco e boa parte do Brasil, por meio de rede de transmissão de energia.

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Para o coordenador de Construção de Subestação da Energisa Acre, Aislan Kelvin, a interligação vai gerar crescimento para o estado. “Essas obras vão garantir desenvolvimento sustentável do estado, além de garantir autonomia energética para o Acre. Para as subestações já construídas nos municípios de Feijó, Tarauacá, Manoel Urbano e Asis Brasil, com a desativação das termoelétricas e interligação ao SIN, os indicadores de qualidade mostram que a duração das interrupções caiu e a frequência delas também, melhorando a qualidade da energia para o cliente”, detalha o coordenador lembrando que o projeto de interligação é um compromisso que a Energisa assumiu ao chegar ao Acre, em dezembro de 2019.

O que descarbonização

É quando os combustíveis fósseis, que emitem gás carbônico, são substituídos por fontes de energia renovável. O desligamento das usinas térmicas no Acre é um projeto liderado pela Energisa Acre e começou em 2020 com a entrega das subestações de Assis Brasil e Manoel Urbano. Mais recentemente, os municípios de Tarauacá e Feijó também foram interligados e tiveram as usinas desligadas.

Depois de 2025, apenas as usinas térmicas dos municípios de Porto Walter, Marechal Thaumaturgo, Jordão e Santa Rosa do Purus continuarão em funcionamento, por falta de acesso terrestre. Mas alternativas já estão sendo estudadas.

Com informações da Energisa Acre

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