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Pesquisa: ‘virada’ para eventos climáticos extremos no Acre se deu em 2010

Foto aérea de drone por Sérgio Vale
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Um estudo da Universidade Federal do Acre (Ufac) aponta o ano de 2010 como ponto de virada para as mudanças climáticas extremas em todo o Estado. Os resultados do estudo foram publicados em inglês através do artigo “Extremos Climáticos na Amazônia: Aumento das Secas e Inundações no Estado Brasileio do Acre” na revista “Perspectives in Ecology and Conservation”.

O estudo foi realizado pela parceria entre o mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, a Universidade Estadual do Ceará, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e o centro de pesquisas americano Woodwell Climate.

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Foi quantificada a frequência de inundações, secas, crises hídricas e incêndios florestais no Acre, identificando suas causas e impactos.

Na agenda do ministro Waldez Góes, em Rio Branco, nesta terça-feira, 9, um dos temas do debate será as mudanças climáticas extremas que o estado vem sofrendo nos últimos anos.

A pesquisadora da Ufac e coautora do estudo, Sonaira Silva, explicou que a partir de 2010 se vê uma ruptura do padrão vigente até então, sendo que até 2004 os registros mostravam a ocorrência de um evento extremo por ano nos municípios acreanos, em média; e que, sobretudo após 2010, dois ou mais eventos foram identificados frequentemente no mesmo ano e num mesmo município.

“Esse é o padrão que está se mostrando para o futuro; o ambiente não está conseguindo se regenerar depois de cada evento e, a cada ano, está mais frágil”, disse.

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