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É muita dívida: 78% das famílias acreanas estão com a “corda no pescoço”

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Em todo o País, houve redução de 0,2%, em fevereiro deste ano, no número de famílias endividadas, atingindo aproximadamente 28,1%. No Acre, em contrapartida, os dados diferem: aproximadamente 78% da população – aproximadamente 98.460 famílias – têm dívidas. Os dados são de pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, reforçou que as famílias têm reportado um menor volume de dívidas atrasadas. “E a renda da mulher na participação do orçamento familiar é fundamental para isso, uma vez que, na maioria das vezes, elas são peças centrais nos lares brasileiros, acumulando múltiplas funções, como profissionais, autônomas, empreendedoras, mães e donas de casa”, especificou, acrescentando que o número de famílias com contas em atraso vem diminuindo desde setembro do ano passado, saindo de 30,2% para um total de famílias endividadas de 28,1%.

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O levantamento aponta que, das famílias endividadas, 11,9% afirmam não terem condições de organizar suas dívidas; em setembro de 2023, este percentual era de 13%. O estudo informa que as dívidas em atraso vêm se mantendo numa constante, com pequenas oscilações, ao longo deste ano, com 63,6% das famílias, contra os 64,2% que informaram tal condição em setembro do ano anterior; já a média de comprometimento da renda observados desde fevereiro de 2023 vem se mantendo estável, na casa dos 30%.

Segundo o assessor da presidência da Fecomércio-AC, Egídio Garó, a realidade acreana difere em números. “O nível de endividamento, contudo, vem reduzindo desde novembro do ano passado, com um indicador de 78% contra os 78,5% observados naquela ocasião. Por outro lado, o número de famílias acreanas com contas em atraso saiu de 13,9% em fevereiro de 2023 para 25,7% em fevereiro deste ano, principalmente em famílias com renda mensal de até 10 salários-mínimos”, resumiu.

De acordo com o assessor, o número de famílias acreanas que afirmam não terem condições de organizar suas contas está na casa de 11,6%, maioria centralizada nas famílias com renda de até 10 salários-mínimos. “Tais dados devem aumentar nos próximos meses por conta do flagelo dos alagamentos ocorridos em todo o Estado, notadamente em Rio Branco, capital, por conta dos prejuízos gerados”, finalizou.”

Com informações da Fecomércio/Acre.

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