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“Fizeram da carona um negócio”, diz Edvaldo sobre escândalo envolvendo governo e MedTrauma

O deputado estadual Edvaldo Magalhães foi o entrevistado desta quarta-feira, 21, no primeiro Bar do Vaz na temporada de 2024. E o centro da conversa foi a denúncia de corrupção envolvendo a empresa MedTrauma, responsável pela ala de traumatologia e ortopedia do Pronto-Socorro de Rio Branco, que foi apontada pela Controladoria Geral da União (CGU) de superfaturar procedimentos, totalizando um montante de mais de R$ 9 milhões.

Para Magalhães, que tem trabalhado para ampliar o debate sobre o caso na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), as chamadas caronas nos processos licitatórios se tornaram uma fábrica de corrupção no governo do Acre. O deputado disse ainda que o procedimento, apesar de estar previsto na legislação, deve ser exceção e não regra, mas se tornou um verdadeiro “negócio”.

“É uma prática com a qual o governo Gladson começou e que perdura até agora. A MedTrauma é o aprendizado”, ele disse, lembrando ainda o caso da empresa Murano Construções, que é alvo de denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) na Operação Ptolomeu, que pede o afastamento do governador do estado.

Sobre a Operação Ptolomeu, Edvaldo diz que o processo tem que ter um desfecho e que não acredita em impunidade. Ele também afirma que se trata de uma situação completamente diferente do caso G7, escândalo que terminou com oito pessoas absolvidas, entre empresários e um secretário de estado, pela Justiça Federal em uma ação penal movida pelo Ministério Público Federal (MPF-AC).

FOTO: SÉRGIO VALE

“Completamente diferente. Qual a acusação do G7? É que um grupo de empresários fez um conluio para burlar um processo licitatório e impedir a ampla concorrência. Não tinha participação do governo no G7. A [operação] Ptolomeu é uma participação direta dos agentes públicos. É porque as pessoas se esquecem. Dá um Diário Oficial, as pessoas que já foram afastadas”, afirmou.

Edvaldo também afirmou que a decisão de o governador Gladson Cameli virar réu ou não é um processo muito natural para a oposição. Para ele, o que pode ser uma novidade é se o governador será ou não afastado.

“Os que apoiam e que torcem para que o processo se encerre, ficam falando de que a oposição está numa expectativa enorme para o afastamento do governador. Sabe por quê? Porque eles já sabem que ele vai virar réu. É para diminuir o tamanho do problema. Para dizer assim: virou réu, mas não foi afastado. Tá vendo? Uma vitória”, enfatizou.

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