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Deputados cobram abertura de procedimento administrativo e licitação paralela para retirar MedTrauma

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O escândalo de um suposto esquema envolvendo o governo do Acre e a MedTrauma, empresa responsável pelos serviços ortopédicos no Estado, exposto nesta semana e debatido no meio político, voltou a pautar o debate na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira, 21, um dia após o secretário de saúde, Pedro Pascoal, defender a manutenção da empresa a frente dos serviços e negar qualquer irregularidade.

O primeiro a tocar no assunto foi o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), ressaltando que a Assembleia precisa garantir que o debate acerca da MedTrauma tenha prosseguimento”Eu espero sinceramente que estabeleçamos entre nós uma relação democrática. Essa casa não deverá certamente proibir que a CGU venha aqui apresentar o seu trabalho acerca do problema da MedTrauma. Toda moeda tem o outro lado. Certamente esta casa não se negará a ouvir aqui o órgão auxiliar da Assembleia que é o Tribunal de Contas do Estado do Acre. Eu falo isso porque a sociedade está nos acompanhando. A repercussão do caso é imensa. O Fantástico foi no domingo e até hoje não foi publicada nenhuma abertura de um procedimento administrativo. O chefe da Casa Civil disse aqui que foi determinado aqui”, disse o líder da oposição.

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Quem engrossou o coro no discurso de pedido de investigação foi o também deputado da base, Adailton Cruz (PSB), que afirmou que a terceirização de setores da saúde sempre acaba em esquemas de corrupção. “Eu sou contra a terceirização de saúde. Inicialmente tem lampejos de melhoramento do serviço, mas sempre tem apagões e escândalos de corrupção. Com relação a MedTrauma, tenho certeza que o atual secretário da saúde jamais irá coadunar com algo ilegal. E acredito muito que não tenha conhecimento de fato sobre corrupção. No mínimo deve se abrir um processo licitatório paralelo para dispensar esse contrato. Infelizmente o Estado é refém da empresa. Toda estrutura foi entregue a eles, então não tem como abrir mão do serviço, mas é necessário abrir um processo administrativo”, afirmou o parlamentar.

Nenhum outro parlamentar da base ousou a se manifestar sobre o assunto defendendo ou não a empresa, ou o governo.

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