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A 500 km de Rio Branco, presídio federal de Porto Velho teve plano para fuga de Marcola

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A fuga de dois criminosos acreanos de alta periculosidade do presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, na madrugada da última quarta-feira, 14, se tornou um dos principais assuntos da imprensa nacional em razão de a ocorrência ser histórica, pois desde a sua criação, em 2006, jamais alguém havia conseguido fugir de uma das cinco unidades existentes no país.

Contudo, há registros de planejamentos para fugas de presídios federais. Um desses seria o resgate de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo do Primeiro Comando da Capital do presídio federal de Porto Velho, em Rondônia, que foi interceptado pelas autoridades em janeiro do ano passado, quando o grupo havia cumprido 90% do planejamento para a ação.

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De acordo com reportagem do site Metrópoles, toda a estrutura montada para tirar o plano do papel teria custado cerca de R$ 60 milhões. A fortuna seria investida na contratação de assaltantes especializados na modalidade criminosa conhecida como “novo cangaço”, que invade e domina pequenas cidades no interior do país. Todos são especializados em roubos a bancos.

Além do material humano escolhido a dedo para executar o plano de resgate do líder máximo da facção, estava previsto o emprego pelos criminosos de armas e veículos pesados, como fuzis .50, que possuem poder de fogo para derrubar aeronaves e atravessar estruturas de concreto. Carros blindados e até aviões de pequeno porte seriam usados na ação.

Pelo elevado risco, autoridades decidiram transferir o mais perigoso criminoso do país de Porto Velho para Brasília. Para isso, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) montou operação de guerra, em 25 de janeiro de 2023, e transportou o preso para a Penitenciária Federal de Brasília. O então ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou que a ação visava “garantir a segurança da sociedade”.

A Penitenciária Federal de Porto Velho é a terceira penitenciária federal de segurança máxima do Brasil. Administrada pelo Ministério da Justiça, a obra foi entregue em 21 de maio de 2008. O equipamento foi inaugurado em 16 de junho de 2009 e fica à margem da BR-364.

Os fugitivos acreanos de Mossoró continuam foragidos e tiveram os seus nomes incluídos na difusão vermelha da Interpol. Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento escaparam das celas por um buraco feito no teto e depois cortaram o alambrado consumando a fuga.

Até a tarde desta quinta-feira (15), a dupla ainda não havia sido capturada. O Ministério da Justiça publicou portaria suspendendo nesta quinta e sexta-feira (16) o banho de sol e visitas sociais nos cinco presídios federais do país. O ministro Ricardo Lewandowski anunciou novas medidas para segurança, entre elas a construção de muralhas nas cinco unidades.

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